As principais demandas da indústria de Mato Grosso do Sul serão analisadas pelo governo federal após reunião realizada na Casa da Indústria, em Campo Grande. O compromisso foi assumido pelos ministros da Fazenda, Dario Durigan, e dos Transportes, George Santoro, durante encontro promovido pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems).
Na ocasião, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, apresentou uma pauta com reivindicações voltadas ao fortalecimento do setor industrial. Entre os principais pontos estão a ampliação da segurança jurídica para investidores, a modernização do parque industrial, a qualificação de mão de obra e melhorias na infraestrutura logística.
O ministro Dario Durigan afirmou que as demandas apresentadas serão levadas para discussão em Brasília e destacou a importância de aproximar o governo das necessidades enfrentadas pelo setor produtivo. “Levo de Mato Grosso do Sul as demandas específicas apresentadas pelo presidente Sérgio Longen para que possamos tratá-las e encaminhá-las em Brasília”, afirmou.
Já o ministro George Santoro ressaltou o potencial econômico de Mato Grosso do Sul e avaliou que a interlocução entre a indústria e o governo contribui para o desenvolvimento regional, especialmente diante de projetos estratégicos, como a Rota Bioceânica.
Durante o encontro, Longen reforçou a preocupação do setor com a insegurança jurídica durante a transição da reforma tributária. Segundo ele, a previsibilidade é fundamental para garantir novos investimentos e preservar a competitividade das empresas.
Outro tema destacado foi a falta de trabalhadores qualificados. Conforme dados apresentados pela Fiems, a indústria sul-mato-grossense possui mais de 25 mil vagas abertas, enquanto empresas enfrentam dificuldades para contratar profissionais capacitados. A entidade defendeu o fortalecimento das políticas de qualificação profissional para aproximar trabalhadores das oportunidades existentes.
A melhoria da logística também integrou a pauta. A Fiems solicitou investimentos que garantam maior eficiência operacional da Rota Bioceânica e reduzam entraves burocráticos, considerados fatores essenciais para ampliar a competitividade da indústria.
Encerrando as reivindicações, o presidente da Federação defendeu a criação de um programa nacional voltado à modernização do parque industrial brasileiro, com linhas de financiamento que estimulem investimentos em tecnologia, inovação e aumento da produtividade.

