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    El Niño avança no Pacífico e levanta alerta para eventos extremos em MS

    O avanço do El Niño no Oceano Pacífico ocorre em meio à elevação dos níveis dos rios Miranda, Taquari, Dourados e Apa, em Mato Grosso do Sul. O fenômeno pode influenciar o regime de chuvas no Estado, mas especialistas ressaltam que as inundações dependem de fatores como o volume e a distribuição da precipitação em cada bacia hidrográfica.

    Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 ficou 2,08 °C acima da média em setembro. Segundo o órgão, esse foi o segundo maior aquecimento registrado para o mês desde 1950, atrás apenas de setembro de 1997, quando a diferença chegou a 2,15 °C.

    Em 15 de outubro, o índice CDAS apontou uma anomalia de 2,64 °C na mesma região, indicando a continuidade do aquecimento. Já as projeções do modelo CFSv2, do Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos, indicavam a possibilidade de anomalias entre 3 °C e 3,5 °C nos meses seguintes. Os valores, porém, são estimativas e podem sofrer alterações.

    Chuvas intensas podem elevar os rios

    A primavera marca o retorno mais frequente das chuvas após o período seco. Quando a precipitação ocorre de forma intensa e concentrada, o solo pode não conseguir absorver toda a água, aumentando o escoamento para córregos e rios. Por isso, as cheias também podem acontecer fora do verão, período em que costumam ser mais frequentes.

    Segundo o pesquisador Rangel, a ocorrência de temporais depende da combinação de diferentes sistemas atmosféricos, como frentes frias, áreas de baixa pressão e transporte de umidade. Em condições favoráveis, esses mecanismos podem provocar chuva forte, raios e rajadas de vento.

    O El Niño ajuda a compreender o contexto climático, mas não explica sozinho cada tempestade ou inundação. A intensidade dos efeitos varia conforme a região, e o nível elevado de um rio não significa necessariamente que todo o Estado esteja recebendo chuvas acima da média.

    O pesquisador também destaca que a comparação com episódios anteriores, como o El Niño de 2015 e 2016, exige o uso dos mesmos critérios de medição. Embora os modelos indiquem um possível aquecimento expressivo, a intensidade máxima prevista ainda não está confirmada.

    Danielle Andréa

    "Totus Tuus Maria"! católica e colunista.

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