O senador Flávio Bolsonaro (PL) alterou, nesta quarta-feira (28), uma carta divulgada nas redes sociais na qual inicialmente se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Após a repercussão do documento, o parlamentar modificou a primeira linha do texto e passou a se definir como “líder do Brasil”.
Na carta, Flávio agradece nominalmente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei. O senador também critica o governo do presidente Lula, que classifica como um “regime”, e afirma ser alvo de perseguição por parte do Poder Judiciário.
O parlamentar menciona a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada à apreensão de seus passaportes, e acusa o Judiciário de perseguir seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Flávio afirma que organizará oposição do exterior
No documento, Flávio justifica sua saída do Brasil como uma forma de continuar sua atuação política fora do país. Ele nega ter fugido e sustenta que não conseguiria exercer o papel de liderança política caso permanecesse no território brasileiro.
“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, escreveu o senador, ao criticar o que considera um regime de exceção e afirmar que pretende assumir a liderança da oposição.
Flávio também declarou que deverá apresentar, nos próximos dias, uma estratégia para mobilizar opositores ao governo Lula. Segundo ele, a iniciativa será conduzida por meios que classifica como pacíficos e legítimos, com o objetivo de impedir o que considera uma tentativa de estabelecer um regime ditatorial no país.

