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    Pré-candidatos do PL largam na frente em pesquisa pela corrida ao Senado em MS

    A disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul começa a ganhar contornos mais claros a partir da primeira grande fotografia do cenário eleitoral de 2026. Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) em parceria com o Correio do Estado indica que três nomes concentram, neste momento, as principais intenções de voto, com destaque para dois pré-candidatos do PL que aparecem na dianteira do levantamento.

    De acordo com o estudo, realizado entre os dias 5 e 9 de março e registrado sob os números BR-02995/2026 e MS-00334/2026, o ex-governador Reinaldo Azambuja lidera numericamente a disputa com 18,2% na soma do primeiro e do segundo votos no cenário estimulado. Em seguida aparece o ex-deputado estadual Capitão Contar, também do PL, com 17,2%. O senador Nelsinho Trad, do PSD, surge logo depois com 14,6%.

    Flávio Bolsonaro pré-candidato à presidência da república pelo PL com Reinaldo Azambuja pré-candidato a Senado pelo PL em MS | Foto: Reprodução

    Considerando a margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, os três aparecem em empate técnico. Ainda assim, o dado chama atenção pelo desempenho dos dois nomes do Partido Liberal, que ocupam simultaneamente as duas primeiras posições do levantamento e despontam como os principais polos da disputa até o momento.

    A pesquisa ouviu 784 eleitores com 16 anos ou mais em 17 municípios sul-mato-grossenses. As cidades pesquisadas representam cerca de 68% da população do estado e concentram aproximadamente 1,2 milhão dos 1,8 milhão de eleitores registrados em Mato Grosso do Sul. Entre os municípios incluídos estão Campo Grande, Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Ponta Porã, Naviraí, Aquidauana, Coxim e Rio Brilhante.

    Na avaliação do diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, o cenário indica uma disputa altamente competitiva. Segundo ele, os três primeiros colocados apresentam características eleitorais distintas que podem influenciar diretamente as estratégias de campanha.

    Azambuja, por exemplo, demonstra um desempenho mais equilibrado entre os municípios pesquisados, indicando uma base eleitoral distribuída em diferentes regiões do estado. Capitão Contar apresenta maior concentração de votos no primeiro voto, sinalizando um eleitorado mais fiel, porém com menor capacidade de captar o segundo voto do eleitor. Já Nelsinho Trad mantém desempenho equilibrado entre primeiro e segundo voto, o que revela maior capacidade de agregação.

    Enquanto o primeiro bloco concentra os principais nomes da disputa, um segundo grupo aparece mais distante na corrida eleitoral. Nesse segmento estão a senadora Soraya Thronicke, com 8%, o deputado federal Vander Loubet, com 7%, e o deputado federal Marcos Pollon, com 6%.

    O desempenho de Pollon chama atenção no levantamento. Mesmo após o anúncio público de apoio feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar ainda não conseguiu transformar essa sinalização política em crescimento consistente nas intenções de voto.

    Nos bastidores da política estadual, interlocutores apontam que parte dessa dificuldade pode estar ligada à indefinição do próprio deputado ao longo dos últimos meses. Pollon chegou a ser citado como possível candidato ao governo do estado, ao Senado e também à reeleição para a Câmara dos Deputados, o que gerou incerteza dentro de sua própria base política.

    Outro fator mencionado por aliados e observadores do cenário eleitoral foi a sinalização de apoio a uma eventual candidatura da própria esposa, sem a mesma demonstração pública de incentivo a apoiadores históricos de seu grupo político. A situação teria provocado desgaste interno e enfraquecido parte da mobilização que tradicionalmente orbitava em torno de sua atuação.

    Também pesa no cenário a avaliação de que a pauta armamentista, uma das principais bandeiras que projetaram o deputado nacionalmente, perdeu protagonismo recente em sua comunicação política, o que pode ter contribuído para reduzir o engajamento de uma parcela de sua base eleitoral mais ideológica.

    Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado responde sem receber uma lista de nomes, Reinaldo Azambuja também aparece na frente, com 3,95% das menções. Nelsinho Trad surge com 1,66%, seguido por Capitão Contar com 1,40% e pela senadora Tereza Cristina com 1,28%.

    Pollon aparece com 0,89% nesse cenário. A ex-ministra Simone Tebet registra 0,64%, enquanto Soraya Thronicke tem 0,38%. Outros nomes citados incluem Delcídio do Amaral, Fábio Trad, Gianni Nogueira, Junior Mochi e Vander Loubet, todos com índices residuais.

    Um dado relevante do levantamento é o alto número de eleitores ainda indecisos. No cenário estimulado, 29% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder. Na espontânea, esse percentual sobe para mais de 89%.

    Para o diretor do instituto, o número elevado de indecisos demonstra que o cenário ainda está em construção e pode sofrer alterações significativas até o período eleitoral.

    Segundo ele, fatores como mudanças nas alianças partidárias, definição oficial das candidaturas, estratégias de comunicação e o ambiente político nacional tendem a influenciar diretamente o comportamento do eleitorado nos próximos meses.

    Roger Usai

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