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    “Não é ataque pessoal, é limite institucional”, diz Ovando sobre rejeição de Jorge Messias ao STF

    A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), aprovada pelo Senado Federal por 42 votos a 34 na quarta-feira (29), foi classificada pelo deputado federal Luiz Ovando (PP) como um marco histórico e um recado direto das instituições à sociedade brasileira.

    Ao comentar o resultado nas redes sociais, o parlamentar destacou o caráter inédito da decisão. Segundo ele, “o Senado falou. E falou alto”, ao rejeitar, pela primeira vez em mais de um século, uma indicação à Suprema Corte. Na avaliação de Ovando, o episódio rompe uma tradição consolidada desde a redemocratização e evidencia um momento de mudança no cenário político nacional.

    O deputado ressaltou que não se trata de um ataque pessoal ao indicado. Ele afirmou reconhecer a qualificação de Messias, mas defendeu que a decisão do Senado deve ser interpretada como um “limite institucional”. Para Ovando, o resultado expressa a insatisfação com indicações que, segundo ele, não carregam “confiança plena da sociedade”.

    Ao longo da análise, o parlamentar também afirmou que o episódio pode servir como ponto de partida para uma reavaliação mais ampla no Judiciário. Em suas palavras, a derrota pode funcionar como combustível para uma “correção de rumo” e até uma “faxina” no tribunal, indicando a necessidade de mudanças estruturais.

    O deputado ainda reforçou que, desde a promulgação da Constituição de 1988, uma rejeição desse tipo nunca havia ocorrido, o que, para ele, amplia o peso simbólico da decisão. “Hoje, aconteceu. E quando a história muda, é porque algo muito maior está em movimento”, afirmou.

    Por fim, Ovando defendeu que o STF precisa retomar seu papel institucional. Segundo ele, a Corte deve atuar como “guardiã da Constituição, e não protagonista político”. O parlamentar concluiu dizendo que o episódio reflete uma cobrança legítima da sociedade por “equilíbrio, respeito e Justiça de verdade”, acrescentando que, quando as instituições são cobradas, “a democracia respira”.

    Redação

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