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    Lesão de Paquetá abre disputa no meio-campo da Seleção; campo-grandense Éderson pode ganhar chance contra a Noruega

    A lesão de Lucas Paquetá abriu uma disputa por uma vaga no meio-campo da Seleção Brasileira para o confronto contra a Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Entre as possibilidades avaliadas pelo técnico Carlo Ancelotti está o campo-grandense Éderson, que pode ganhar uma oportunidade entre os titulares, embora Endrick tenha sido o escolhido para substituir Paquetá na última partida.

    O duelo está marcado para as 16h deste domingo (5), no horário de Mato Grosso do Sul, e a escalação oficial deve ser divulgada horas antes da bola rolar.

    Paquetá deixou o campo no intervalo da vitória sobre o Japão após sentir um problema muscular. Exames confirmaram uma lesão na parte posterior da coxa esquerda, obrigando Ancelotti a buscar alternativas para reorganizar o setor de meio-campo.

    Na ocasião, o treinador optou por Endrick. Com o Brasil em desvantagem por 1 a 0, a entrada do jovem atacante deu um perfil mais ofensivo à equipe, que conseguiu a virada e venceu por 2 a 1.

    Agora, diante da Noruega, a estratégia pode ser diferente. Caso Ancelotti priorize maior equilíbrio defensivo, Éderson aparece como uma das principais opções. Natural de Campo Grande, o volante atua tanto como primeiro quanto como segundo homem de meio-campo, oferecendo mais consistência na marcação e proteção à defesa.

    Até o momento, Éderson participou de apenas uma partida nesta Copa do Mundo. O sul-mato-grossense entrou nos minutos finais da vitória sobre o Haiti, ainda na fase de grupos, substituindo Bruno Guimarães aos 36 minutos do segundo tempo.

    Sua presença no Mundial ocorreu após uma convocação de última hora. O volante foi chamado para substituir Wesley, que sofreu uma lesão antes do início da competição e acabou cortado da lista brasileira.

    Outras alternativas

    Além de Éderson e Endrick, Carlo Ancelotti conta com outras opções para preencher a vaga deixada por Paquetá.

    Danilo Santos é considerado o substituto mais natural da posição. O meia ofensivo teve bom desempenho nos amistosos que antecederam a Copa e reúne características semelhantes às de Paquetá, permitindo que Casemiro, Bruno Guimarães e Matheus Cunha mantenham suas funções habituais em campo.

    Outra possibilidade é Gabriel Martinelli. O atacante atuou mais recuado diante do Japão e marcou o gol da vitória brasileira. Caso seja escolhido, o Brasil adotaria uma postura ainda mais ofensiva, aproximando a equipe de um esquema com quatro jogadores de ataque e, consequentemente, assumindo maiores riscos defensivos.

    Em entrevista coletiva, Ancelotti afirmou que Martinelli pode desempenhar a função de um “camisa 8”, ampliando o leque de opções para o setor de meio-campo.

    Com diferentes perfis à disposição, a decisão do treinador deverá indicar qual será a estratégia da Seleção Brasileira para buscar a classificação às quartas de final: reforçar a marcação com Éderson ou manter uma postura agressiva com Endrick, Danilo Santos ou Martinelli.

    Roger Usai

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