O Fato67 esteve na Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia, uma das propriedades rurais que foram alvo de invasão no último fim de semana, para acompanhar de perto os danos causados durante a ocupação da área.
As imagens registradas pela equipe mostram o cenário encontrado após a desocupação da fazenda, marcada por destruição, depredação e prejuízos aos proprietários.
A invasão mobilizou forças de segurança e terminou na manhã de domingo, quando equipes da Polícia Militar realizaram a retirada dos invasores das fazendas São Sebastião e Água Clara.
De acordo com a Polícia Militar, durante a ocupação foram registrados incêndios em residências, furto de insumos agrícolas e diversos danos ao patrimônio das propriedades. Máquinas agrícolas foram depredadas e árvores derrubadas para a montagem de barricadas, o que dificultou o acesso das equipes policiais aos locais invadidos.
Em nota, lideranças da Terra Indígena Buriti afirmaram que a comunidade e as demais lideranças da aldeia não tinham conhecimento prévio sobre a ocupação das áreas.
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) também se manifestou sobre o caso. Em nota oficial, a entidade repudiou a invasão da Fazenda São Sebastião e classificou a ação como criminosa, ressaltando que a propriedade foi adquirida legalmente pelo proprietário.
Relatos apontam ainda momentos de tensão durante a invasão. Segundo informações apuradas, familiares teriam precisado implorar pela liberação de duas crianças, de 2 e 11 anos, que teriam sido impedidas de deixar o local durante a ação.
Após a desocupação, o cenário encontrado pelos proprietários e familiares foi de destruição e prejuízos. Agora, os responsáveis pelas propriedades realizam o levantamento dos danos causados durante a invasão, enquanto as autoridades seguem acompanhando o caso.





