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    Nos 49 anos de MS, indústria se destaca pela geração de empregos e renda

    Se os trabalhadores da indústria de Mato Grosso do Sul formassem uma cidade, ela seria a terceira mais populosa do Estado, com 181 mil habitantes, atrás apenas de Campo Grande e Dourados. O número representa o total de empregados formais do setor, distribuídos por mais de 8,2 mil empresas industriais ativas.

    Os dados integram um levantamento divulgado pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) em comemoração aos 49 anos de criação do Estado. Além de gerar empregos, a indústria movimentou R$ 7 bilhões em salários em 2025, valor superior ao orçamento de R$ 6,97 bilhões projetado para Campo Grande em 2026.

    Segundo o Observatório da Indústria da Fiems, o setor vem ampliando sua participação na economia estadual, impulsionado principalmente pelo processamento de matérias-primas e pela agroindustrialização.

    A indústria de transformação, responsável por converter matérias-primas em produtos, passou de 5,5% de participação no Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul, em 2002, para 14,74% em 2023. O percentual mais recente corresponde a R$ 23,8 bilhões.

    Com esse avanço, a atividade subiu da sétima para a terceira posição entre os segmentos que mais contribuem para a economia estadual. Quando a comparação considera apenas as atividades produtivas privadas, sem a administração pública, a indústria de transformação ocupa o segundo lugar, atrás da agropecuária.

    Entre os setores que impulsionam esse crescimento estão as cadeias de proteína animal, biocombustíveis, etanol de milho, celulose, processamento de soja e produtos de base florestal.

    Indústria amplia empregos e exportações

    O crescimento também aparece na geração de empregos. De acordo com o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende, a indústria respondeu por cerca de metade das novas vagas formais abertas no Estado entre janeiro e agosto de 2026. A construção civil teve destaque, impulsionada pelos investimentos relacionados à expansão da cadeia florestal e de celulose.

    No comércio exterior, a indústria sul-mato-grossense exportou US$ 7,8 bilhões em 2025, conforme os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) citados pela entidade. A celulose e o papel lideraram as vendas, com US$ 3,1 bilhões, seguidos pelo complexo frigorífico, com US$ 2,5 bilhões.

    Também tiveram participação nas exportações os segmentos sucroenergético, com US$ 806 milhões, e de processamento de soja e milho, com US$ 561 milhões. Os produtos industriais do Estado alcançaram 153 países.

    De janeiro a agosto de 2026, as exportações industriais somaram US$ 5,39 bilhões, alta de 5% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o levantamento divulgado pela Fiems.

    Outro indicador destacado pela entidade é o Valor da Transformação Industrial (VTI), que, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresceu 179% em Mato Grosso do Sul nos últimos dez anos. A medida representa a riqueza gerada pelo processo de transformação de matérias-primas em produtos.

    Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a instalação de novas empresas e a ampliação das unidades existentes contribuem para criar oportunidades de trabalho e renda. Já Ezequiel Resende avalia que o avanço industrial torna a economia estadual mais diversificada, ao aumentar o processamento de produtos dentro do próprio Estado.

    A chamada “cidade da indústria”, portanto, representa mais do que uma comparação populacional. Os números mostram o peso dos trabalhadores e das empresas na transformação da economia sul-mato-grossense, com reflexos na geração de empregos, na renda e na presença do Estado no mercado internacional.

    Danielle Andréa

    "Totus Tuus Maria"! Cristã católica e colunista.

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