O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (25) que está monitorando o segundo turno da eleição presidencial brasileira, mas evitou declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Questionado por jornalistas sobre a disputa e se apoiava algum dos dois candidatos, Trump respondeu: “Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando”.
A declaração ocorre no dia em que os brasileiros vão às urnas para decidir o próximo presidente da República. O segundo turno coloca frente a frente Flávio Bolsonaro e Lula.
Trump já havia demonstrado interesse na eleição brasileira antes do primeiro turno. Na ocasião, classificou o pleito como “muito importante” e destacou a relevância do Brasil.
“O Brasil é um país muito importante, um grande país, as pessoas no Brasil são fantásticas, é uma eleição muito importante”, afirmou o presidente americano.
Após o primeiro turno, Trump também comentou o desempenho de Flávio Bolsonaro. O senador terminou aquela etapa em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,16%.
Na avaliação de Trump, o resultado representou uma “vitória muito grande”, embora ele tenha previsto uma disputa apertada no segundo turno.
“Acho que vai ser uma eleição muito apertada”, afirmou.
O presidente americano também chamou atenção para a velocidade da apuração brasileira. Após o primeiro turno, Trump destacou que os resultados haviam sido divulgados no mesmo dia da votação e utilizou a comparação para voltar a criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos.
Apesar dos comentários favoráveis ao desempenho de Flávio no primeiro turno e da relação política entre Trump e a família Bolsonaro, o presidente americano não declarou apoio formal ao candidato brasileiro nesta etapa da eleição.
Em maio, Trump recebeu Flávio Bolsonaro na Casa Branca. O encontro ocorreu no Salão Oval e também contou com a presença de Eduardo Bolsonaro e do comentarista Paulo Figueiredo.
A nova declaração de Trump mantém a postura de não assumir publicamente uma preferência no segundo turno, mesmo diante da disputa entre dois candidatos com posições distintas sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos.
A votação deste domingo definirá quem comandará o Brasil pelos próximos quatro anos.

