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    Dr. Lívio cobra renovação da frota e novo plano para o transporte coletivo após relatório preliminar da intervenção

    O relatório preliminar dos primeiros 90 dias de intervenção no Consórcio Guaicurus voltou a colocar em evidência os problemas financeiros e operacionais do transporte coletivo de Campo Grande. O documento, entregue à Câmara Municipal na terça-feira (22), tem 177 páginas e aponta, entre outros pontos, dificuldades financeiras, frota envelhecida e redução no número de passageiros.

    Presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara e da CPI do Transporte Coletivo realizada em 2025, o vereador Dr. Lívio defende que as medidas adotadas durante a intervenção não se limitem à manutenção do serviço. Segundo o relatório, a frota apresenta idade média de 10,4 anos, acima dos cinco anos previstos no contrato de concessão. O parlamentar afirma que mais de 240 ônibus precisam ser substituídos e defende que os novos veículos tenham ar-condicionado.

    A situação financeira também aparece entre os principais pontos analisados pela equipe de intervenção. O documento registra dificuldades de caixa e elevado comprometimento das linhas de crédito. De acordo com informações divulgadas sobre o relatório, a prioridade dos interventores tem sido manter o pagamento dos funcionários e garantir recursos para combustível e manutenção.

    Para Dr. Lívio, além do equilíbrio financeiro, é necessário melhorar as condições oferecidas aos passageiros. Ele defende a revisão do contrato de concessão e a elaboração de um novo plano de mobilidade, incluindo melhorias nos terminais e nos pontos de ônibus.

    Outro dado destacado no relatório é a redução de 9,9% no total de passageiros entre 2023 e 2025. O documento também aponta problemas relacionados à regularização do sistema, incluindo a situação dos seguros obrigatórios dos veículos. A questão dos seguros já havia sido apontada pela CPI do Transporte em 2025. Documentos da Câmara registraram o descumprimento da obrigação contratual e a existência de penalidade relacionada ao seguro obrigatório.

    Sobre a possível mudança no controle do Consórcio Guaicurus, Dr. Lívio afirmou que o processo de venda está sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis e defendeu que a Prefeitura estabeleça metas e exigências para a próxima etapa da concessão. A intervenção no transporte coletivo começou em junho deste ano e tem prazo previsto de até 180 dias. O relatório apresentado agora é preliminar, e eventuais responsabilidades ainda dependem da apuração administrativa.

    Danielle Andréa

    "Totus Tuus Maria"! Cristã católica e colunista.

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