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    Catan teve agenda com diretoria da Santa Casa três dias antes da prisão da presidente

    O candidato ao governo do Estado João Henrique Catan (NOVO), esteve na Santa Casa de Campo Grande na terça-feira (8), onde se reuniu com a diretoria da instituição. Três dias depois, em 11 de setembro, a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, foi presa preventivamente durante a Operação Antidotum, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

    De acordo com publicação no portal oficial da Santa Casa, a reunião teve caráter institucional e fez parte de uma agenda aberta aos candidatos ao Executivo estadual. Durante a visita, Catan foi recebido pela diretoria e conheceu as principais demandas e projetos da instituição, além de questões relacionadas ao funcionamento do hospital e ao papel da Santa Casa na saúde pública de Mato Grosso do Sul.

    “A instituição está de portas abertas para receber todos os candidatos”, informou a Santa Casa na publicação.

    Presidente da Santa Casa foi presa durante operação

    No dia seguinte à visita de Catan, em 9 de setembro, a diretoria da Santa Casa também recebeu Fábio Trad (PT), candidato ao governo do Estado.

    Instituição recebia candidatos ao governo do Estado

    O Fato67 procurou os candidatos para comentarem sobre a visita e a prisão da presidente e de membros da diretoria da Santa Casa. O espaço segue aberto.

    Operação Antidotum

    A Operação Antidotum foi deflagrada pelo MPMS em 11 de setembro para investigar um suposto esquema de fraude em contratos da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande.

    Segundo o Ministério Público, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

    As investigações apontam possíveis fraudes e desvios de recursos em um contrato firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande (ABCG), mantenedora do hospital, para serviços de digitalização de prontuários.

    Segundo o MPMS, o contrato previa pagamentos de R$ 1,8 milhão por ano, durante três anos, totalizando R$ 5,4 milhões. Somente no primeiro ano, os investigadores apontam um desvio de aproximadamente R$ 1,4 milhão.

    O Gecoc também identificou, segundo as investigações, possíveis irregularidades em contratos firmados pela Santa Casa Saúde com empresas que pertenceriam ao mesmo grupo. Conforme o Ministério Público, as empresas tinham ligações com pessoas da diretoria da instituição e estavam registradas no mesmo endereço, embora o imóvel estivesse desocupado.

    Somente em 2025, ainda segundo o MPMS, a Santa Casa Saúde teria realizado R$ 9,6 milhões em pagamentos a essas empresas, com um prejuízo estimado de pelo menos R$ 3,5 milhões.

    As investigações apontam ainda que contratos, pagamentos e prestações de contas teriam sido omitidos de órgãos de controle, entre eles o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul (CGE-MS).

    O valor total do eventual prejuízo causado à Santa Casa ainda é objeto de investigação.

    As suspeitas apresentadas pelo Ministério Público serão apuradas no decorrer do processo, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

    Redação

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