Os vereadores Júnior Coringa e Silvio Pitu apostam no estilo “povão” durante a campanha, mas estavam ausentes quando a Câmara decidiu sobre a derrubada do veto ao projeto que suspendia a taxa do lixo.
O texto havia sido aprovado anteriormente pelos vereadores, mas foi vetado pelo Executivo Municipal. Na votação do veto, realizada posteriormente, 14 parlamentares votaram pela derrubada, mas eram necessários 15 votos para que a medida fosse aprovada.
No palanque, nos bairros e nas redes sociais, o discurso é de proximidade com o povo. Mas, quando a decisão que poderia aliviar o bolso do campo-grandense chegou ao plenário da Câmara, os vereadores Júnior Coringa e Silvio Pitu não estavam presentes.
Os dois faltaram à sessão de 10 de fevereiro de 2026, quando a Câmara Municipal de Campo Grande analisou o veto da Prefeitura ao projeto que suspendia o reajuste da taxa de lixo. O resultado foi apertado: 14 vereadores votaram pela derrubada do veto e 8 pela sua manutenção. Eram necessários 15 votos para derrubá-lo. Ou seja: faltou apenas um voto.
Coringa e Pitu estavam entre os seis vereadores ausentes naquela sessão.
A situação chama atenção agora que ambos buscam novos espaços políticos e constroem suas campanhas explorando justamente a imagem de candidatos próximos da população, com visitas a bairros, vídeos e fotografias ao lado de moradores.
A contradição é difícil de ignorar, na campanha, o discurso é de estar ao lado do povo; na votação que poderia mudar a cobrança da taxa do lixo, a cadeira no plenário estava vazia. Enquanto isso, o veto foi mantido e o reajuste da taxa continuou em vigor.
Para o campo-grandense que recebeu a cobrança no bolso, ficou o registro: quando era hora de votar, Coringa e Pitu não estavam lá.

