Moradores do Bairro Amambaí procuraram o vereador Dr. Lívio nesta terça-feira (6) para relatar preocupação com a segurança nas proximidades do Centro POP, instalado na Rua dos Barbosas, ao lado da Escola Municipal José Rodrigues Benfica.
Representantes da associação de moradores afirmam que a região registrou episódios recentes de invasão e furto. O caso mais recente envolve a escola municipal, que teria sido invadida durante o fim de semana. A ocorrência está sendo investigada e, até o momento, não há confirmação oficial de que os responsáveis tenham relação com pessoas atendidas pelo Centro POP.
A escolha do endereço para a unidade de atendimento à população em situação de rua já provocava resistência antes mesmo do início dos serviços. Moradores e comerciantes participaram de manifestações e de uma audiência pública na Câmara, principalmente por causa da proximidade do equipamento com a escola.
Segundo a associação, os relatos de insegurança aumentaram desde o funcionamento da unidade. A comunidade cobra maior presença da Guarda Civil Metropolitana, principalmente nos horários de entrada e saída dos estudantes, além de discutir a possibilidade de transferência do Centro POP para outro endereço.
“Até agora foram danos materiais, mas o sentimento de insegurança é um fato. Nossa preocupação maior são as crianças”, afirmou Rosane Neli, presidente da associação de moradores. A representante Juliene Patzlatt também questionou a ausência de rondas permanentes na região. Segundo ela, os moradores esperavam um reforço no patrulhamento após a instalação do serviço.
Durante a reunião, Dr. Lívio afirmou que pretende buscar alternativas junto aos órgãos responsáveis para melhorar a segurança no entorno. Entre as possibilidades citadas está o reforço da Ronda Escolar. “A segurança das crianças é prioridade”, declarou o vereador, ao defender que sejam avaliadas medidas capazes de aumentar a proteção de alunos e moradores.
A mudança do Centro POP para o Amambaí foi realizada em setembro. O equipamento passou a funcionar em uma estrutura que anteriormente abrigava serviços da Secretaria Municipal de Assistência Social. A Prefeitura justificou a transferência pela necessidade de ampliar e concentrar os atendimentos oferecidos à população em situação de rua.
Enquanto moradores defendem a revisão do endereço, o município mantém o serviço no local. Diante dos recentes episódios relatados, a discussão agora envolve a adoção de medidas de segurança que conciliem o atendimento social com a proteção da comunidade escolar e dos moradores.

