Cerca de 1.000 pessoas participaram na manhã deste domingo (3), de uma manifestação organizada por grupos conservadores em Campo Grande, Mato Grosso do Sul além de centenas de veículos na carreata e motociata. O ato, que integrou a mobilização nacional “Reaja Brasil”, foi concentrado na Praça do Rádio Clube e teve como principais pautas o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, além de críticas à possível filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja ao PL.
Com início às 10h, o evento contou com trio elétrico, bandeiras do Brasil, Israel e Estados Unidos, distribuição de adesivos e palavras de ordem como “Fora Lula”, “Fora Moraes”, “Fora Azambuja” e “Anistia Já”. Por volta das 11h30, parte dos participantes seguiu em carreata, após a passagem da motociata liderada pelo ex-deputado estadual Capitão Contar, que teve concentração no Yotedy e trajeto até os Altos da Afonso Pena.
O protesto ocorreu de forma pacífica, sem registros de conflitos ou intervenção policial.

Críticas à direção do PL e repúdio a Azambuja
Durante os discursos, um dos temas que mais mobilizaram o público foi a insatisfação com os rumos do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul. O deputado federal Marcos Pollon (PL) subiu o tom contra a articulação que pode levar Reinaldo Azambuja, ex-governador e histórico aliado do PSDB, ao comando do partido no estado.
“Quem aqui engoliu o PSDB, engoliu o PL? Palmas pra quem engoliu esse teatro absurdo. Mas eu não engulo. Denuncio aqueles que entregaram o PL pra porcaria do PSDB. Canalhas! Eu quero é que se f… Eu não vou entregar meu pai, déspota, cretinos!”, disparou Pollon, afirmando que ficou em silêncio por um ano e que “não deu certo” confiar em acordos internos. “É só o começo”, finalizou.

A vereadora Ana Portela (PL) também se posicionou contra o STF: “Esse é o momento da gente lutar pela nossa liberdade. Quem manda no Brasil? É o STF ou somos nós? Chega! É fora Lula! Fora Moraes! Chega de perseguição política!”, declarou.

Já a ativista Vivi Tobias, suplente de vereadora, foi direta: “O preço que se paga pela liberdade é a eterna vigilância. O Brasil não pode viver uma juristocracia e nosso estado não pode ser vassalo de tucano. Por isso estou aqui para pedir o impeachment do Alexandre de Moraes, do Lula, e repudiar a vinda do Reinaldo Azambuja no PL.”

Cassy Monteiro, ativista que tem atuado em mobilizações desde 2014, também discursou: “Estamos reagindo diante de tanta injustiça. Chega de censura, chega da ditadura da toga. O presente pode até ser deles, mas estamos lutando para que o futuro seja nosso.”

“Brasil livre” e apoio a Bolsonaro
Os oradores reforçaram o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, criticaram o Supremo Tribunal Federal e pediram anistia aos presos do 8 de janeiro.
“Hoje é dia do Brasil sair às ruas e gritar por liberdade. O nosso presidente Bolsonaro está sendo perseguido por um tirano. A base do trono de Deus é justiça e equidade. E é por isso que estamos aqui hoje”, afirmou o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL).

Outros parlamentares presentes foram os deputados estaduais Coronel David (PL) e João Henrique Catan (PL), além dos vereadores André Salineiro (PL), Ana Portela (PL) e Diogo Frizzo (PL), de Maracaju.

