Uma suposta investigação da Polícia Federal, revelada em reportagem do Jornal Midiamax, levantou suspeitas sobre a conduta do prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL). De acordo com o jornal, um relatório sugere que o chefe do Executivo teria recorrido a uma rede clandestina de espionagem, formada por policiais civis e militares.
De acordo com a publicação, o episódio quase atrapalhou uma operação da PF deflagrada no ano passado. A suspeita surgiu após uma abordagem feita pelo prefeito a policiais federais que realizavam diligências em um carro descaracterizado na cidade. O caso foi registrado no ano passado, quando os agentes levantavam informações em frente à prefeitura e nas proximidades da residência de um dos investigados.
Segundo o documento citado pelo jornal, uma caminhonete branca interceptou a viatura da PF. O passageiro, identificado como Juliano Ferro, teria se apresentado como prefeito e questionado em tom intimidador a razão das fotografias ao prédio público.
Posteriormente, o chefe do Executivo municipal publicou um vídeo nas redes sociais narrando o episódio e afirmando ter “puxado a placa” do veículo. Para os investigadores, isso levantou a suspeita de acesso a informações sigilosas, já que a consulta de placas em sistemas restritos só pode ser feita por servidores autorizados.
O outro lado:
Procurado, o prefeito de Ivinhema negou as acusações e disse que o episódio está sendo distorcido. Conhecido nas redes sociais como “o mais louco do Brasil”, Ferro afirmou que vai acionar judicialmente os sites que noticiaram por considerar as reportagens caluniosas.
“Não procede. Isso aí foi um fato, acho que tem um ano que aconteceu, não é recente. Eu já estou entrando com meus advogados contra o site, porque não foi bem assim. Na época havia um policial à disposição da prefeitura. Nós não sabíamos que era a Polícia Federal, poderia ser alguém pensando em fazer alguma maldade com a gente ou com algum funcionário. Eles não estavam identificados, então só paramos ao lado e perguntamos. Foi só isso. Não procede nada desse fato aí”, declarou.
Ferro também contestou qualquer relação com espionagem. “Não existe nenhuma ação relacionada a isso. É só um relato de um fato dentro de uma investigação que não tem nada a ver comigo. Estão criando uma narrativa. A gente vai entrar judicialmente, porque alegam um monte de coisa sem fundamento”, completou.
O prefeito se filiou recentemente ao Partido Liberal (PL) e deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2026.

