Nesta quinta-feira (30), o Congresso Nacional derrubou, em sessão conjunta, o veto ao projeto da dosimetria, em mais um movimento que repercutiu no cenário político nacional. A decisão ocorre um dia após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Diante dos acontecimentos, o presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, afirmou em entrevista ao Fato67 que o Congresso tem retomado seu papel institucional. “Eu acredito que o Congresso Nacional está reposicionando a sua função, em defesa da democracia e do Brasil e das injustiças que foram cometidas”, declarou.
Azambuja também comentou especificamente sobre o projeto da dosimetria, defendendo que a medida poderia ir além. Para ele, o ideal seria uma anistia mais ampla. “Essa questão da dosimetria não precisaria nem ser dosimetria. É a anistia mesmo, ampla, irrestrita, para todos aqueles que foram injustiçados”, afirmou, ressaltando que não apoia atos de depredação, mas considera que manifestantes pacíficos foram penalizados.
Sobre a rejeição de Jorge Messias, o ex-governador classificou a decisão como histórica. “O Senado teve uma decisão histórica. É a primeira vez que foi rejeitada a indicação de um ministro do Supremo em mais de 100 anos. O recado é claro contra o que está acontecendo”, disse.
Na avaliação do dirigente, as duas decisões sinalizam uma mudança de postura do Legislativo em relação aos demais Poderes. “Foi ontem uma vitória, hoje outra vitória. O Congresso começa a colocar as coisas no devido lugar”, concluiu.

