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    Com R$ 17,3 bilhões em dívidas, Casas Bahia fecha sete lojas em MS e pede recuperação judicial

    O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na noite deste domingo (16), em meio a uma grave crise financeira. A varejista acumula R$ 17,3 bilhões em dívidas e anunciou o fechamento de 298 lojas em todo o país, sendo sete unidades em Mato Grosso do Sul.

    No Estado, foram fechadas duas lojas em Dourados e uma unidade em Três Lagoas, Naviraí, Ponta Porã e Nova Andradina. Em Campo Grande, a unidade localizada em um shopping na região do Nova Lima também encerrou as atividades.

    O anúncio pegou funcionários de surpresa. Segundo relatos, trabalhadores receberam a comunicação sobre os desligamentos na sexta-feira (14), após uma reunião convocada pela empresa.

    O plano anunciado pela companhia prevê o desligamento de aproximadamente 3 mil dos 30,1 mil funcionários e a redução da rede física, que contava com mais de 700 unidades.

    O pedido de recuperação judicial envolve dez empresas da holding, incluindo as responsáveis pelas marcas Casas Bahia e Ponto Frio, o e-commerce Extra.com e a fabricante de móveis Bartira.

    Segundo a empresa, a crise financeira é resultado de uma combinação de fatores, entre eles o cenário de juros elevados, restrição de crédito e redução da capacidade financeira dos consumidores. A companhia também aponta investimentos realizados em tecnologia, logística e transformação das lojas desde 2019, além dos impactos provocados pela pandemia.

    A situação financeira se agravou após a Casas Bahia registrar prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. Esse foi o oitavo trimestre consecutivo de resultado negativo da companhia.

    Apesar do valor expressivo, cerca de R$ 9,1 bilhões do prejuízo tiveram origem em efeitos contábeis e não recorrentes, sem impacto imediato no caixa. O resultado ajustado, desconsiderando esses efeitos, ficou negativo em R$ 978 milhões.

    A empresa afirma que o ambiente macroeconômico, marcado pelo alto custo do crédito e pela pressão sobre o poder de compra dos consumidores, contribuiu para o agravamento da situação.

    Com o pedido de recuperação judicial, a companhia busca reorganizar suas dívidas e preservar a continuidade das operações.

    Redação

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