Marcos Pollon é cotado para ministério em eventual governo Flávio Bolsonaro, segundo apuração do Fato67
O deputado federal reeleito Marcos Pollon (PL-MS) entrou no radar das articulações para um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), caso o senador seja eleito presidente da República no segundo turno. Segundo apuração do Fato67, Pollon deverá integrar a equipe de transição em Brasília e ficará diretamente envolvido nas discussões sobre a política de armas do possível novo governo.
A participação na transição pode ampliar o espaço do parlamentar nas discussões sobre a composição do futuro Executivo. Pollon é advogado e presidente do Movimento Pró-Armas e construiu sua trajetória política principalmente em torno da pauta armamentista e da defesa do direito à legítima defesa.
A presença de Pollon na equipe de transição não é apenas uma possibilidade. Em agosto, o parlamentar já havia confirmado que havia sido convidado para integrar uma eventual equipe de transição de Flávio Bolsonaro. Posteriormente, ele foi apresentado como coordenador das discussões sobre política de armas do futuro governo em uma transmissão publicada por Eduardo Bolsonaro.
Segundo a apuração do Fato67, esse protagonismo na transição é um dos fatores que colocam o deputado entre os nomes considerados para ocupar um ministério em Brasília. A possibilidade em análise envolve a área de Justiça e Segurança Pública, que poderá ser reorganizada e eventualmente dividida em duas estruturas.
Outro nome associado às discussões sobre a área de segurança é o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), que foi secretário de Segurança Pública de São Paulo entre 2023 e 2025. Derrite foi eleito senador por São Paulo em outubro e aparece em apurações da imprensa nacional como um dos principais nomes cotados para a área de Segurança Pública em um eventual governo Flávio.
No caso de Pollon, a pauta armamentista é apontada como seu principal espaço de atuação na transição. O deputado defende mudanças na legislação sobre armas e já declarou que uma de suas prioridades é substituir o atual Estatuto do Desarmamento por uma nova legislação.

A relação de Pollon com a família Bolsonaro também é antiga. O parlamentar mantém proximidade política com Eduardo Bolsonaro e, durante a pré-campanha de 2026, esteve com Eduardo e Flávio nos Estados Unidos. O encontro ocorreu durante a CPAC, em março, quando Pollon ainda articulava sua candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul.
Caso Pollon deixe a Câmara dos Deputados para assumir um ministério, a vaga deverá ser ocupada pela primeira suplente do PL de Mato Grosso do Sul, Cassy Monteiro. Nas eleições deste ano, ela recebeu 44.865 votos e ficou como primeira suplente do partido. Cassy também ganhou projeção durante a campanha ao aparecer em materiais ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Procurada pela equipe do Fato67 sobre a possibilidade de assumir a cadeira de deputada federal, a assessoria de Cassy Monteiro respondeu: A possibilidade de assumir o mandato depende dos desdobramentos políticos e dos procedimentos legais, já que a Cassy é a primeira suplente do PL. Por enquanto, seguimos acompanhando com tranquilidade. Neste momento, o foco está na mobilização para sábado e na vitória do Flávio Bolsonaro.
Outro nome de Mato Grosso do Sul que aparece nas articulações para um eventual governo Flávio é o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL). Ele é citado nos bastidores como possível nome para a Casa Civil. Azambuja, porém, afirmou publicamente nesta terça-feira que não recebeu convite para assumir um ministério e que a definição depende, antes de tudo, do resultado da eleição presidencial.
A eventual indicação de Pollon, portanto, ainda não está formalizada. Até o momento, o que existe é a participação do deputado na construção das propostas de uma possível administração Flávio Bolsonaro e a articulação política em torno de seu nome para uma eventual composição ministerial.
A equipe de Marcos Pollon foi procurada pelo Fato67 para comentar a possibilidade de indicação e a participação do parlamentar na equipe de transição, mas não havia se manifestado até o fechamento desta matéria.

