A eleição deste domingo (4) encerra um ciclo que começou pouco mais de um ano atrás e colocou o Partido Liberal em um novo patamar de força política em Mato Grosso do Sul. No centro dessa transformação está Reinaldo Azambuja, que assumiu o comando estadual da legenda em setembro de 2025.
Naquele momento, o PL tinha dois deputados federais, Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, três deputados estaduais, Coronel David, Neno Razuk e João Henrique Catan, além de cinco prefeitos. Com a chegada de Azambuja, o partido passou por uma reorganização que incluiu a filiação de 18 prefeitos, chegando a 23 municípios administrados pela legenda.
Um ano depois, o resultado das urnas mostra uma fotografia bem diferente.
Na Câmara dos Deputados, o PL elegeu três representantes de Mato Grosso do Sul: Marcos Pollon, Mara Caseiro e Rodolfo Nogueira. Pollon e Rodolfo foram reeleitos, enquanto Mara Caseiro conquistou uma vaga na Câmara. Os três aparecem entre os eleitos na apuração baseada nos dados do TSE.
Na Assembleia Legislativa, o crescimento foi ainda mais expressivo. O PL elegeu nove deputados estaduais e passa a formar a maior bancada da Casa.
Foram eleitos Zé Teixeira, Paulo Corrêa, Coronel David, Gianni Nogueira, Odilon Ribeiro, Daverson Matos, André Salineiro, Lucas de Lima e Márcio Fernandes. A lista consta da apuração eleitoral baseada nos dados do TSE.
O resultado representa uma mudança importante na composição política da Assembleia. Dos 24 parlamentares eleitos para a próxima legislatura, nove pertencem ao PL, número que coloca a legenda à frente das demais bancadas.
Mas o movimento não terminou no Legislativo estadual.
Reinaldo Azambuja também foi eleito senador por Mato Grosso do Sul neste domingo, ao lado de Capitão Contar, ambos pelo PL. Com a eleição, o presidente estadual da legenda passa a ocupar uma das duas cadeiras que o Estado renovou no Senado.
A trajetória de Azambuja dentro do PL também foi marcada pela aproximação com Jair Bolsonaro. A relação política entre os dois se consolidou antes da chegada de Azambuja ao comando estadual do partido e esteve entre os elementos da articulação que levou o ex-governador a deixar o PSDB e ingressar no PL.
Em 2026, essa aproximação voltou ao centro das negociações partidárias. Reuniões em Brasília envolveram Azambuja, Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e dirigentes nacionais do PL na construção da estratégia da legenda para Mato Grosso do Sul.
Nos bastidores, também circularam conversas sobre a possibilidade de Azambuja ocupar um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Até o momento, porém, trata-se de especulação política, sem confirmação oficial de convite ou indicação.
O dado concreto é outro: pouco mais de um ano depois de assumir o comando do PL em Mato Grosso do Sul, Azambuja deixa as eleições de 2026 eleito senador e com o partido ampliado na Câmara dos Deputados e, principalmente, como a maior bancada da Assembleia Legislativa.
A história eleitoral do PL em Mato Grosso do Sul, portanto, chega a 2026 com um novo capítulo. E o nome de Reinaldo Azambuja está diretamente ligado à transformação da estrutura partidária que levou a legenda de uma bancada estadual de três parlamentares para nove cadeiras na próxima legislatura.

