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    João César será diplomado deputado estadual após decisão do TRE-MS

    O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) confirmou nesta quinta-feira (21) a perda do mandato do deputado estadual Neno Razuk na Assembleia Legislativa. Com a retotalização dos votos das eleições de 2022, quem assumirá a cadeira é João César Mattogrosso.

    A diplomação de João César pelo TRE-MS está marcada para sexta-feira (21). A mudança ocorre após a anulação dos votos do ex-deputado federal Trutis e da ex-candidata Raquelle Trutis, ambos condenados por lavagem de dinheiro envolvendo recursos do fundo eleitoral.

    A retotalização foi conduzida pelo presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar. Com a decisão, foram anulados 21.784 votos de Loester Trutis e 10.782 votos de Raquelle Trutis, alterando diretamente a composição da Alems e a distribuição das vagas do Partido Liberal (PL).

    Nas eleições de 2022, o PL havia conquistado 132.945 votos, garantindo três cadeiras no parlamento estadual. No entanto, com a retirada dos votos atribuídos a Raquelle Trutis, o partido perde uma das vagas, atingindo diretamente o mandato de Neno Razuk.

    O Fato67 antecipou que, apesar de assumir a cadeira de deputado estadual, João César Mattogrosso não poderá disputar a reeleição. Atual diretor-adjunto do Detran-MS, ele não se desincompatibilizou do cargo dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral e já descartou a possibilidade de concorrer novamente.

    Entenda o caso

    A recontagem dos votos foi determinada após a condenação definitiva do ex-casal pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em março deste ano, os ministros Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Ricardo Villas Bôas Cueva, Estela Aranha e Floriano de Azevedo Marques mantiveram a condenação por lavagem de dinheiro nas eleições de 2022.

    Segundo o processo, Loester Trutis e Raquelle Trutis foram responsabilizados pela lavagem de R$ 776 mil em recursos públicos de campanha. Com atualização monetária, o valor ultrapassa R$ 1 milhão.

    De acordo com o TRE-MS, o então casal utilizou duas empresas para ocultar movimentações ilícitas de recursos eleitorais. A investigação apontou pagamentos cruzados entre os envolvidos para simular prestação de serviços e mascarar o desvio de verbas públicas.

    Durante o processo, a Justiça Eleitoral identificou contradições nos depoimentos, ausência de comprovação dos serviços supostamente realizados, além de endereços inexistentes e outras irregularidades consideradas graves.

    Além das penalidades financeiras, Loester Trutis e Raquelle Trutis também podem ficar inelegíveis por oito anos.

    Redação

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