Os pré-candidatos ao Governo do Estado, João Henrique Catan e Fábio Trad, estão em partidos que passaram a adotar discursos críticos ao senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de conversas atribuídas ao parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
No partido Novo, o posicionamento veio após declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que criticou o conteúdo das conversas reveladas envolvendo o senador. Em Mato Grosso do Sul, o presidente estadual da sigla, Guto Scarpanti, afirmou ao Jornal Midiamax que concorda com o posicionamento adotado pelo governador mineiro.
“O áudio é muito comprometedor, né? Isso aí a gente não pode negar. E, no entendimento do Zema, deve ser criticado. Então, eu achei que foi ‘ok’ para mim. Para o nosso estado, não teve tanta diferença. Talvez alguns outros estados que são mais próximos aí do bolsonarismo sofreram mais”, declarou.
Scarpanti também avaliou que o posicionamento de Zema agradou eleitores que buscam uma alternativa política ao bolsonarismo.
“Para o pessoal que está buscando uma alternativa, eu acho que eles gostaram do posicionamento do Zema. Porque o Zema não ‘passou pano’, mesmo sendo teoricamente um aliado”, completou.
Já no PT, as críticas partiram do deputado federal Vander Loubet, que classificou como “gravíssimo” o conteúdo atribuído ao senador do PL. Segundo o parlamentar, o caso precisa ser investigado pelas autoridades competentes.
“Temos um senador da República pedindo dinheiro ao banqueiro responsável pela maior fraude financeira da história do Brasil. Isso precisa ser apurado pelas autoridades até o fim”, afirmou Vander.
Com isso, os pré-candidatos João Henrique Catan e Fábio Trad passam a integrar partidos que fazem criticas ao audio e encontros de Flavio Bolsonaro e Vorcaro.
Catan, que anteriormente esteve ligado ao grupo político do ex-presidente Bolsonaro, rompeu com o projeto bolsonarista ao se filiar ao Novo em busca de uma candidatura própria ao Governo do Estado. Já Fábio Trad, que nos tempos de Câmara dos Deputados mantinha uma postura mais ao centro político, passou a se posicionar como opositor do bolsonarismo nos últimos anos.

