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    Governo apresenta, na Assembleia Legislativa, plano para financiar 66 hospitais e reduzir filas no sistema de saúde de MS

    Programa quer ampliar oferta de atendimentos no interior e aliviar pressão sobre hospitais da capital e regiões macrorregionais.

    O secretário estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul, Maurício Simões, apresentou nesta terça-feira (1º) na Assembleia Legislativa (Alems) um novo programa de financiamento para 66 hospitais do interior do Estado. A proposta tem como objetivo principal reduzir a demanda reprimida por atendimentos médicos e procedimentos cirúrgicos, aliviando a sobrecarga dos hospitais de Campo Grande e de outras cidades-polo.

    Segundo o secretário, o financiamento será direcionado a hospitais de pequena e média complexidade, com base na capacidade de produção e ampliação da oferta de serviços. O programa já possui previsão orçamentária na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e será formalizado por meio de resolução publicada no Diário Oficial do Estado.

    “Fila é demanda reprimida. Se tem uma maneira de combater isso, é aumentando a oferta. O que queremos agora é ampliar o número de procedimentos realizados nos hospitais que hoje têm estrutura, mas produzem pouco”, explicou Maurício Simões aos parlamentares, durante reunião na sala da presidência da Alems.

    Financiamento conforme a produção

    Atualmente, os repasses financeiros aos hospitais são definidos principalmente pelo porte da cidade ou população atendida. Com o novo modelo, o Estado passará a considerar também a capacidade de produção e a estrutura disponível para garantir que os recursos públicos sejam utilizados com eficiência e segurança.

    “O hospital precisa ter uma estrutura mínima para aderir ao programa. Não queremos que as unidades realizem procedimentos para os quais não estão habilitadas”, reforçou Simões.

    As linhas de atendimento incluídas no programa são: urgência e emergência, saúde materno-infantil, cirurgia geral, geniturinário, trauma e ortopedia.

    Alívio para a capital

    A proposta é também vista como uma estratégia para descentralizar os atendimentos, que hoje sobrecarregam unidades de referência como a Santa Casa de Campo Grande.

    O presidente da Alems, deputado Gerson Claro (PP), destacou a disparidade nos serviços oferecidos em municípios do interior. “Sessenta municípios não fazem partos. Das 34 Santas Casas, só metade realiza mais de 100 partos por ano. Isso mostra o quanto precisamos melhorar”, afirmou.

    O novo programa integra os esforços do governo estadual para ampliar o acesso à saúde e melhorar a eficiência do sistema, com foco na regionalização e descentralização dos atendimentos.

    Redação

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