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    Portela confirma que PL já está sob comando de Reinaldo Azambuja em Mato Grosso do Sul

    A presidência do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul está oficialmente em transição. O atual presidente estadual da sigla, tenente Aparecido Portela, confirmou ao Fato67 que o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) já passou a conduzir as principais decisões políticas do partido no estado.

    Segundo relatos de bastidores, Portela tem feito ligações a presidentes municipais do PL para informar que, a partir de agora, Reinaldo assume a liderança política da legenda. A informação foi confirmada diretamente por Portela à reportagem:

    “Sim, já estou fazendo a transição do PL ao ex-governador Reinaldo, cumprindo o que foi determinado pelo ex-presidente Bolsonaro, Valdemar [Costa Neto], Rogério Marinho, Reinaldo e Eduardo Riedel.”

    Questionado se há previsão para a filiação oficial de Reinaldo ao PL, Portela respondeu:

    “Não foi tratado.”

    Apesar disso, a apuração do Fato67 indica que a filiação deve ocorrer no início de agosto, após tratativas avançadas entre Reinaldo e a cúpula nacional do PL. Inicialmente, o ato de filiação estava previsto para julho, com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas a visita foi cancelada por razões médicas.

    “Após consulta médica de urgência, foi-me determinado ficar em repouso absoluto durante o mês de julho. Do exposto, ficam suspensas as agendas de Santa Catarina e Rondônia. Crise de soluços e vômitos tornaram-se constantes, fato que me impede até de falar”, escreveu Bolsonaro em nota no início do mês.

    Com a suspensão das agendas, Bolsonaro só participará da cerimônia se ela for realizada em Brasília.

    Reinaldo enfrenta resistência em setores do PL

    A entrada de Reinaldo no PL amplia o alcance político da legenda no estado, mas não elimina desafios internos, principalmente com setores mais ideológicos da base bolsonarista. A rejeição ao histórico tucano do ex-governador ainda é visível entre apoiadores e parlamentares eleitos pelo PL.

    Bancada do PL naCâmara Municipal de Campo Grande | Foto: Izaias Medeiros

    Na Câmara Municipal de Campo Grande, a resistência foi superada. Hoje, os três vereadores da sigla, Ana Portela, André Salineiro e Rafael Tavares, estão alinhados com Reinaldo. O único que mantinha postura crítica era Tavares, mas desde as eleições municipais de 2024 ele se aproximou do grupo tucano e hoje integra o núcleo político da legenda com naturalidade.

    O cenário mais sensível pode estar na relação com os deputados Marcos Pollon (federal) e João Henrique Catan (estadual). Ambos mantêm forte identificação com o “bolsonarismo raiz” e já manifestaram desconforto com a entrada de Reinaldo no partido.

    Deputado federal Marcos Pollon (à esquerda) e deputado estadual João Henrique Catan (à dieita) | Foto: Reprodução

    O futuro do PL no estado

    Com Reinaldo à frente, o PL busca se reestruturar para as eleições de 2026. O ex-governador chega com capital político, apoio de parte da direita moderada e histórico de articulação com líderes como o governador Eduardo Riedel e a senadora Tereza Cristina (PP), o que pode facilitar alianças futuras.

    A expectativa é que, nos próximos dias, a direção nacional do partido oficialize sua filiação e anuncie o novo comando do diretório estadual, abrindo caminho para uma nova fase da legenda no Mato Grosso do Sul.

    Roger Usai

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