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    Simone Tebet debate com líderes do PT para ser candidata ao Senado por SP

    A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), estuda transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo com o objetivo de disputar o Senado Federal em 2026. Cortejada por lideranças petistas nacionais, a ex-senadora sul-mato-grossense vem sendo considerada como uma alternativa de centro para ampliar a base governista no maior colégio eleitoral do País. O movimento ocorre em meio a pressões dentro do MDB de Mato Grosso do Sul, que resiste a qualquer aliança com o presidente Lula (PT).

    Nos bastidores, interlocutores do governo federal, como os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Márcio França (Empreendedorismo), já discutiram a possibilidade de incluir Tebet numa chapa majoritária paulista. A ideia é formar um trio competitivo para 2026, com Haddad ou Alckmin ao governo estadual e Tebet disputando uma das duas vagas ao Senado. Segundo aliados, a ministra vê com bons olhos a articulação e avalia que o Senado será o centro da disputa de poder no próximo ciclo político, especialmente diante da atual dificuldade do Planalto em construir maioria na Casa.

    Embora tenha declarado em junho que não pretendia concorrer por outro estado, o cenário mudou. Além do assédio político, Tebet possui laços pessoais com São Paulo: duas filhas vivem na capital e ela mantém uma casa no litoral, onde passa parte dos fins de semana. Essa conexão é vista por aliados como facilitadora para uma eventual candidatura, atendendo inclusive à exigência legal de residência ou vínculo profissional até seis meses antes da eleição.

    MDB-MS dá ultimato: apoio a Lula pode significar saída do partido

    O alinhamento de Tebet com Lula já provocou reações duras dentro do MDB de Mato Grosso do Sul. O ex-governador André Puccinelli foi taxativo ao afirmar que, caso a ministra queira apoiar o presidente petista, “que mude de partido”. Ele afirma que 90% da base do partido no estado rejeita alianças com o PT, adversário histórico do MDB local.

    Outros líderes emedebistas, como os deputados estaduais Júnior Mochi, Renato Câmara e Márcio Fernandes, também reforçaram o recado. Segundo eles, a legenda caminha para uma federação com PSDB e Republicanos, que compõem a oposição a Lula, e não aceitará compor com chapas ligadas ao Palácio do Planalto. Os parlamentares ainda criticam a falta de diálogo de Tebet com o diretório estadual e dizem que não foram consultados antes de ela se aproximar do governo federal.

    No PT de MS, é na Câmara dos Deputados

    Outro impasse estadual; o Partido dos Trabalhadores (PT) pretende lançar o deputado federal Vander Loubet como candidato ao Senado. Isso inviabilizaria a candidatura de Simone pelo partido, que teria que disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

    Redação

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