Em ação de fiscalização realizada na manhã desta quinta-feira (31), vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande vistoriaram as obras de contenção de enchentes e erosões no Rio Anhanduí, ao longo da Avenida Ernesto Geisel. Acompanhados da prefeita Adriane Lopes (PP) e do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli, os parlamentares receberam informações atualizadas sobre o andamento do projeto.
Segundo a prefeitura, 65% das obras já foram executadas, superando o cronograma atual, que previa apenas 39% de conclusão nesta fase. A previsão inicial de entrega é fevereiro de 2026, mas, com o avanço, há expectativa de que o serviço seja entregue antes do prazo, antecipando-se ao período das chuvas, que costuma iniciar entre outubro e novembro.
Participaram da visita o presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto (Papy), e os vereadores Flávio Cabo Almi, Leinha, Landmark, Otavio Trad, Wilson Lands e Francisco Veterinário. A ação foi organizada pela Comissão Permanente de Obras e Serviços Públicos, com objetivo de fiscalizar diretamente o andamento de obras públicas de grande impacto para a cidade.

“Essa é uma das obras mais emblemáticas da cidade, aguardada há décadas pela população. É papel da Câmara acompanhar de perto e dar uma resposta à sociedade”, destacou Papy, reforçando o papel do Legislativo também na interlocução com a bancada federal para captação de recursos que ajudem a destravar obras paralisadas.
A obra de contenção do Rio Anhanduí é considerada estratégica para reduzir alagamentos e deslizamentos nas margens da Avenida Ernesto Geisel, entre as ruas Bom Sucesso e da Abolição, com investimento de R$ 20,9 milhões. Entre os serviços previstos estão a instalação de muros de gabião, urbanização lateral e recapeamento da pista, com prioridade para o trecho até a Avenida Manoel da Costa Lima — apontado como um dos mais críticos.

A prefeita Adriane Lopes ressaltou o compromisso de sua gestão em retomar obras históricas que estavam paralisadas. “Essa intervenção ficou parada por 33 anos. Retomamos com responsabilidade e vamos entregá-la à população”, afirmou.
De acordo com o secretário Marcelo Miglioli, a empresa responsável pela obra, oriunda de Minas Gerais, possui experiência em contenção com gabiões, o que tem contribuído para a boa execução técnica e o adiantamento do cronograma. “A empresa tem trabalhado com qualidade e estamos focados em terminar o principal trecho antes das chuvas, para evitar prejuízos e garantir segurança à população”, disse.
O vereador Flávio Cabo Almi, presidente da Comissão de Obras, classificou a intervenção como “visionária”, lembrando que a cidade espera sua finalização há mais de 30 anos. Ele também adiantou que a próxima fiscalização será no Centro de Belas Artes, outro projeto histórico da cidade, que foi retomado e deverá receber investimento de R$ 8 milhões.

