Cidades de Mato Grosso do Sul se preparam para receber, neste fim de semana, manifestações organizadas pelo movimento Reaja Brasil, que pede o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Os atos estão previstos para os dias 2 e 3 de agosto, com concentração marcada em praças, avenidas e pontos centrais de pelo menos nove cidades do estado.
As manifestações fazem parte de uma mobilização nacional articulada por grupos conservadores, ativistas políticos e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que também reivindicam anistia aos presos do 8 de janeiro, o fim das “perseguições políticas” e o que chamam de “reconstrução das liberdades democráticas no país”.
Em Campo Grande, a concentração será no sábado (03), às 10h, na Praça do Rádio. Já em Dourados, o ato está previsto para as 14h, no Parque do Lago, e deverá contar com militantes de outras cidades, como Aral Moreira, que fará uma saída organizada às 12h, da Praça Central, em direção ao local.
Confira a programação completa:
Domingo (03 de agosto):
Campo Grande – Praça do Rádio, às 10h
Dourados – Parque do Lago, às 14h
Três Lagoas – Antiga Estação, às 9h
Corumbá – Poliesportivo Porto Carreiro, às 10h
Anaurilândia – Serralheria do Pierre, às 16h
Aquidauana – Av. Pantaneta, às 9h
Amambai – Praça Central, a partir das 9h
Aral Moreira – Concentração na Praça Central às 12h (saída para Dourados)
Sábado (02 de agosto):
Caarapó – Semáforo do Mercado Chama, às 10h
Mundo Novo – Avenida Brasil (em frente à Caixa), às 9h
Em Amambai, um dos organizadores locais, o ativista Zé Bambil, declarou que a população está mobilizada contra o “desgoverno Lula”, o “autoritarismo do STF” e o que classificou como “mandos e desmandos do ditador Alexandre de Moraes”. Ele também cobrou o fim das investigações contra Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado, e defendeu a liberdade dos envolvidos nos atos do 8 de janeiro.

Em Campo Grande, a ativista Cassy Monteiro reforçou a importância da mobilização:
“Vamos fazer um dos maiores movimentos que Campo Grande já viu. A manifestação do dia 03 de agosto não é apenas sobre Bolsonaro, Lula ou Alexandre de Moraes. É sobre você. Sobre o direito do jovem de discordar, de pensar livremente, de falar sem medo. É sobre impedir que os nossos filhos herdem um país afundado em corrupção. Essa luta não é partidária. É moral. É sobre princípios que sustentam uma nação livre. E não existe liberdade garantida”, declarou.

Já em Dourados, a vice-prefeita Gianni Nogueira (PL) também convocou a população:
“No dia 03 de agosto nós vamos fazer uma grande manifestação pacífica, gritando por liberdade, contagiando toda a comunidade de Dourados. Não podemos aceitar redes sociais censuradas, nosso presidente censurado, apoiadores censurados. Isso é planejado para o futuro: para você não poder falar a verdade, para você não poder lutar por liberdade. Estamos lutando hoje para que o amanhã seja de um país livre”, afirmou.

As manifestações vêm ganhando força após a crescente insatisfação de setores conservadores com decisões judiciais consideradas excessivas, o avanço da agenda ideológica do governo federal e a recente inclusão de Moraes em uma lista de sanções internacionais, o que reacendeu a crítica pública ao STF.
A expectativa é que os atos reúnam lideranças políticas locais, influenciadores e cidadãos que se sentem desamparados pelos poderes constituídos. Em um contexto de polarização e desgaste institucional, o “Reaja Brasil” surge como reflexo de uma parcela significativa da população que cobra por representatividade, justiça e liberdade de expressão.

