A senadora Tereza Cristina (PP-MS) se pronunciou nesta segunda-feira (5) sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com o uso de tornozeleira eletrônica. Em nota publicada no X (antigo Twitter), a parlamentar classificou a medida como injusta, arbitrária e prejudicial à estabilidade política do país.

“Lamento muito essa nova escalada de ações injustas contra a liberdade do presidente Bolsonaro, o maior líder da direita brasileira”, afirmou.
Tereza Cristina também expressou solidariedade à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, citando o sofrimento enfrentado pelo casal nos últimos anos. “Um casal unido na fé, que tem sofrido sucessivas violências”, escreveu.
A decisão do STF veio após o ministro Moraes entender que Bolsonaro violou as medidas cautelares impostas no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado. O descumprimento teria ocorrido com a participação indireta do ex-presidente em manifestações públicas e registros nas redes sociais.
“É isso o que quer Alexandre de Moraes?”
A senadora sul-mato-grossense, que já ocupou o cargo de ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, também questionou o impacto político e institucional da decisão, alertando para o aumento das tensões no país:
“O resultado dessas arbitrariedades é o aumento da tensão política e econômica que vivemos neste momento no Brasil. É isso o que quer o ministro Alexandre de Moraes?”
O posicionamento de Tereza Cristina se junta manifestações de outras lideranças da direita, que consideram a prisão domiciliar de Bolsonaro um novo episódio de “perseguição política” e uma tentativa de enfraquecer o maior símbolo da oposição ao atual governo federal.
A senadora tem sido apontada como uma das principais lideranças do campo conservador no Centro-Oeste e já declarou publicamente seu apoio a Bolsonaro em diversas ocasiões.
Seu nome é cotado para compor uma chapa presidencial como vice de Tarcisio de Freitas ou Michelle Bolsonaro caso Jair Bolsonaro continue imperido de disputar as eleições em 2026.

