A vereadora Elaine Souza (PP), de Sidrolândia, manifestou-se com indignação sobre o caso envolvendo um adolescente de 16 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que foi retirado à força por um motorista de ônibus intermunicipal e deixado sozinho na rodoviária da cidade. O episódio, que ganhou repercussão estadual, foi condenado por entidades como a OAB/MS e gerou comoção nas redes sociais.
Em resposta enviada ao Fato67, Elaine classificou a situação como “preocupante” e reforçou sua atuação como mãe de uma criança autista e defensora dos direitos da pessoa com deficiência:
“Recebi com muita preocupação a informação sobre o caso envolvendo esse adolescente com TEA. Como vereadora, mãe de uma criança autista e defensora dos direitos da pessoa com deficiência, entendo a gravidade dessa situação e a angústia vivida pela família”, declarou.
Elaine também ressaltou a necessidade de investigação e providências urgentes por parte das autoridades competentes:
“É fundamental que casos como este sejam apurados com seriedade e que sejam adotadas medidas para prevenir que situações semelhantes se repitam. Reforço a importância da capacitação de profissionais e prestadores de serviços no atendimento a pessoas com TEA e outras deficiências, assegurando o cumprimento da legislação vigente e o respeito à dignidade de cada cidadão.”
Questionada se a Prefeitura de Sidrolândia tomou conhecimento do caso, a vereadora afirmou não ter confirmação oficial, mas acredita que, dada a repercussão, o assunto já esteja no radar da administração municipal.
O caso
O incidente aconteceu durante uma viagem entre Sidrolândia e Guia Lopes da Laguna. O adolescente, diagnosticado com autismo, foi acompanhado até o ônibus por um amigo da família, que o ajudou a embarcar e despachou sua mala. No entanto, o motorista retirou o jovem do veículo sem apresentar justificativa e o deixou na rodoviária local. O ônibus seguiu viagem com a bagagem do menino.
A ausência do passageiro só foi percebida na cidade de destino, quando o pai do garoto notou que apenas a mala havia chegado. Até o momento, a empresa responsável não forneceu explicações formais.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB/MS emitiu nota classificando a conduta como “arbitrária e inaceitável”, apontando que a atitude viola diversas legislações, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência e a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA.
A OAB/MS se solidarizou com a família, se colocou à disposição para prestar apoio jurídico e institucional, e exigiu investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos.

