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    Bioparque Pantanal amplia ações de acessibilidade e cria experiências acolhedoras para pessoas atípicas

    No segundo dia do Congresso Pantanal, realizado entre 1º e 3 de agosto, a advogada e diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, falou ao Fato67 sobre os avanços na inclusão e no acolhimento de pessoas com deficiência e neurodivergentes no maior aquário de água doce do mundo.

    Segundo Maria Fernanda, a proposta de inclusão é um pilar presente desde a implantação do Bioparque, que é administrado pelo Governo do Estado. “Buscamos referências e visitamos diversos lugares para implementar um espaço verdadeiramente inclusivo. A ideia é que todos, sem exceção, possam vivenciar uma experiência no Bioparque Pantanal, eliminando barreiras arquitetônicas, atitudinais e comunicacionais”, explicou.

    O Bioparque conta com Sala de Acomodação Sensorial

    O trabalho inclui o uso de tecnologias assistivas e atendimento humanizado para garantir que visitantes com diferentes necessidades participem plenamente das atividades. Além das adaptações físicas, há iniciativas específicas para famílias atípicas.

    O processo começa já no agendamento, que conta com um canal exclusivo para pessoas neurodivergentes. Na entrada, um guichê de acessibilidade, operado por profissionais capacitados, oferece suporte individualizado. Outra ferramenta é o mapa sensorial, que indica pontos com maior incidência de ruídos, iluminação intensa ou aglomeração, permitindo que famílias organizem o percurso de acordo com as necessidades sensoriais dos visitantes.

    Maria Fernanda Balestieri, diretora-geral do Bioparque Pantanal | Foto: Roger Usai

    Uma das novidades é a sala de acomodação sensorial, criada dentro do programa Bioparque para Todos – Iguais na Diferença. O ambiente oferece estímulos controlados para ajudar na regulação emocional e sensorial de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências. “Se houver alguma desregulação durante a visita, o visitante pode usar este espaço para se regular e continuar o passeio”, destacou Maria Fernanda.

    O modelo de acessibilidade do Bioparque Pantanal é referência internacional | Foto: Reprodução

    A diretora-geral reforça que o objetivo é que cada visitante não apenas seja recebido, mas acolhido. “Procuramos todos os meios para que aquela pessoa tenha uma experiência verdadeiramente positiva no Bioparque”, afirmou.

    Roger Usai

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