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    Marcos Pollon nega ter usado diagnóstico de autismo para justificar participação em obstrução na Câmara

    O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) negou nesta quarta-feira, em entrevista exclusiva ao portal Fato67, que tenha utilizado seu diagnóstico de autismo como justificativa para permanecer no plenário durante a ocupação que paralisou as atividades da Câmara dos Deputados por mais de 30 horas. O parlamentar afirmou que a interpretação divulgada por parte da imprensa é “maldosa” e “capacitista”.

    Pollon é alvo de representação na Corregedoria Parlamentar e pode responder no Conselho de Ética pelo episódio, ocorrido na última semana, quando um grupo de congressistas se recusou a deixar a Mesa Diretora em protesto contra a ausência de avanço na pauta de anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

    Laudo com o diagnóstico de TEA do deputado federal Marcos Pollon (PL) | Imagem: Reprodução

    Segundo relatos divulgados anteriormente, o deputado teria dito que, por ser autista, não compreendeu o momento em que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tentou retomar a sessão. Em resposta ao Fato67, Pollon declarou que o cenário de confusão não foi exclusivo dele.

    “Não entender o que estava acontecendo não é privilégio meu. Muita gente ali não entendeu. Falar disso é capacitismo e falta de respeito”, afirmou. Ele explicou que havia um acordo para que os parlamentares descessem da Mesa antes da chegada do presidente, mas que Motta subiu antes que o combinado fosse cumprido.

    O deputado relatou que buscou a companhia do colega Marcel van Hattem (Novo-RS) por considerá-lo uma pessoa de confiança e disposta a permanecer no local até que houvesse clareza sobre o cumprimento do acordo. “Marcel estava lá para compartilhar a obstrução e me informar sobre o andamento da negociação. Assim que fomos informados de que havia acordo, levantamos sem resistência”, disse.

    Pollon também afirmou que tinha plena consciência do motivo pelo qual estava ali e que sua atuação estava direcionada a pressionar pela libertação de pessoas presas por decisão do ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “reféns”.

    Ele classificou como “mentirosa e desonesta” a acusação de que teria usado seu laudo médico para se eximir de responsabilidade. “Querem insinuar que eu estou me escondendo atrás do diagnóstico. Isso é mentira, é maldoso e é cretino. Repudio qualquer tentativa de preconceito com pessoas que sofrem com esse transtorno”, concluiu.

    O caso ainda será analisado pela Corregedoria e pode resultar em suspensão de até seis meses, dependendo do parecer do Conselho de Ética.

    Roger Usai

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