Após reunião nesta segunda-feira (18) com o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, e com o governador Eduardo Riedel, os deputados federais do partido no Estado devem trocar de legenda nos próximos meses. A tendência é que migrem juntos para o Republicanos, partido de centro-direita que tem ampliado sua base no Congresso Nacional. O movimento envolveria os parlamentares Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira, enquanto o deputado Beto Pereira estuda outro caminho.
Apesar da tendência de saída, Perillo reforçou o convite para que os parlamentares permaneçam na legenda, garantindo uma chapa forte para as eleições do ano que vem.
A articulação ocorre em meio às incertezas do PSDB no cenário nacional. Uma possível federação entre MDB e Republicanos está em discussão e há chances de o PSDB integrar essa composição. A medida surge como alternativa após a federação com o Podemos, aprovada em convenção tucana em junho, não avançar diante de divergências sobre o comando da nova sigla unificada.
A tentativa de união com o Podemos tinha como objetivo garantir a sobrevivência política do PSDB diante da cláusula de barreira, regra criada em 2017 que determina um número mínimo de deputados eleitos para que os partidos tenham acesso a recursos do fundo partidário e tempo de rádio e televisão.
Para as eleições de 2026, a legislação exige que uma legenda tenha, no mínimo, 13 deputados federais eleitos em um terço dos estados do país para não ser afetada pela cláusula. Atualmente, o PSDB mantém federação com o Cidadania, mas o partido decidiu, em reunião recente, deixar a união, decisão já validada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

