Por 17 votos a 14, a oposição conseguiu eleger o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, derrotando a candidatura apoiada pelo governo, que tinha como principal articulador o senador Omar Aziz (PSD-AM). A sessão foi realizada nesta quarta-feira (20).
A comissão vai investigar denúncias de fraudes e desvios que podem chegar a R$ 6 bilhões no Instituto Nacional do Seguro Social, envolvendo pagamentos irregulares e suspeitas de aparelhamento do órgão.
Além da presidência, a oposição também ficou com a relatoria, que será conduzida pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar prometeu conduzir os trabalhos sem “acordos políticos” e com foco em responsabilizar os envolvidos.
O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS) comemorou o resultado e afirmou que a instalação da CPMI representa uma vitória da oposição contra a tentativa de “blindagem” do governo. “O Congresso não será refém. O povo brasileiro merece respostas — e terá. Quem errou, pagará”, disse.
A CPMI do INSS tem prazo inicial de 120 dias para funcionar, podendo ser prorrogada. Caberá à comissão convocar depoimentos, requisitar documentos e apurar responsabilidades sobre o suposto desvio de recursos destinados a aposentados e pensionistas.

