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    Morada dos Baís volta a abrir portas com curadoria de Evelyn Lechuga

    O evento realizado nesta quinta-feira (28) marcou a reabertura da Morada dos Baís, patrimônio histórico de Campo Grande, dentro das comemorações dos 126 anos da cidade. A cerimônia contou com a presença da prefeita Adriane Lopes (PP), do secretário de Cultura Valdir Gomes, do deputado Lídio Lopes (sem partido) e de diversas autoridades municipais.

    Para a servidora da Secretaria de Cultura, Evelyn Lechuga, responsável pela curadoria e organização do espaço, a Morada dos Baís é um retrato da vida e obra de Lídia Baís, pioneira das artes visuais no estado e mulher à frente de seu tempo. “Ela quebrou correntes e buscou viver da arte, inclusive deixando o casamento não consumado para retornar à casa dos pais e seguir sua vocação artística”, contou Evelyn.

    Iluminação na reabertura da Morada dos Baís. | Roger Usai

    A curadoria da casa foi estruturada para contar diferentes aspectos da trajetória da artista. Na sala mística, estão expostos objetos pessoais e murais pintados por Lídia, incluindo seu violão e maleta de pintura, refletindo a espiritualidade e sensibilidade presentes em suas obras. Já a sala das paixões concentra fotos da família e elementos que demonstram seu vínculo afetivo, destacando o amor à arte e à vida familiar.

    Sala das Paixões concentra fotos da família, e elementos de arte utilizados por Lidia Baís. | Foto: Roger Usai

    Outro destaque é o uso de codinomes por Lídia, assinando algumas obras como T.Lídia Baís, (Trindade) o que evidencia sua religiosidade, diversidade artística e personalidade singular. No piso superior, conta com a sala “Lídia convida”, a sala do acervo permanente que reúne artistas contemporâneos locais, como Jonir Figueiredo, Henrique Spengler, dentre outros, além dos registros históricos dos incêndios que afetaram o casarão.

    Sala do Ateliê Lidia Baís. | Foto: Roger Usai

    A Morada dos Baís também abriga a sala das oficinas, com atividades de música, dança e teatro abertas ao público. Na recepção, é possível conhecer o artesanato sul-mato-grossense, reforçando a integração entre patrimônio, cultura e identidade local.

    Foto de Lidia Baís em sua primeira Comunhão. | Foto: Roger Usai

    Segundo Evelyn Lechuga, “a Morada dos Baís não é apenas um prédio, mas um espaço que conecta passado, presente e futuro da arte e da cultura em Campo Grande, permitindo que a população e visitantes conheçam a trajetória de uma mulher extraordinária”.

    Danielle Andréa

    "Totus Tuus Mariae"! Cristã católica, dinda, gateira e colunista.

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