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    Comissão de Acadêmicos da OAB/MS promove palestras sobre a experiência prática no Tribunal do Júri

    A Comissão de Acadêmicos e Estagiários de Direito (CAED) da OAB/MS promoveu, em sua reunião ordinária nesta quinta-feira (28), um mergulho profundo no universo do Tribunal do Júri. Com o tema “Tribunal do Júri pela Voz da Experiência”, o evento reuniu cerca de 70 espectadores para uma conversa franca e instrutiva com três renomados profissionais da área.

    O encontro contou com a participação do advogado criminalista José Roberto Rodrigues da Rosa e dos promotores de justiça Lívia Bariani e Douglas Oldegardo. Os palestrantes compartilharam suas ricas experiências, revelando as estratégias, os desafios e as perspectivas de quem atua na linha de frente, seja na defesa ou na acusação.

    Durante a conversa, os profissionais desmistificaram a atuação no Júri, mostrando como vivem cada momento antes, durante e depois de um julgamento. A plateia, composta majoritariamente por estudantes e jovens advogados, teve a oportunidade de compreender a complexidade e a seriedade que envolvem a perda de uma vida e a restrição da liberdade de um indivíduo.

    Participantes do evento

    O presidente da CAED, Said Sleiman, destacou a importância do evento como uma ferramenta de capacitação e conscientização para os futuros operadores do Direito. Ele ressaltou que a comissão tem como foco preparar os acadêmicos para a realidade da profissão, oferecendo uma visão que vai além da teoria.

    “O evento de hoje, ‘Tribunal do Júri pela Voz da Experiência’, é um projeto que visa capacitar os jovens pela voz daqueles que, de fato, podem ensinar”, afirmou Said. “Porque passaram inúmeras vezes por questões, inclusive erraram, e estão aí hoje para ensinar os jovens a não cometer os mesmos erros que eles cometeram, a trilhar caminhos de sucesso.”

    Sleiman também enfatizou a gravidade e a responsabilidade do trabalho no Tribunal do Júri, afastando a ideia de uma competição glamourosa. “No Júri, em específico, não existe essa fantasia, ‘ganhei, sou uma lenda’, não existe isso. O que existe é um trabalho bem feito a ser realizado, seja pelo Ministério Público, seja pela advocacia. Porque se um caso chegou ao Júri, é porque nós perdemos uma vida, então toda a sociedade perdeu, tanto a vida da vítima quanto a vida daquele que está sem liberdade”, declarou o presidente. “É um trabalho que tem que ser feito com seriedade e com competência. Através deste evento, visamos oferecer isso para os jovens.”

    Redação

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