O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), por meio da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ), lançou na sexta-feira (29) o Projeto Padrinho na comarca de Coxim. A solenidade aconteceu no auditório da Igreja Assembleia de Deus Nova Aliança e reuniu autoridades do Judiciário, Executivo, Legislativo e representantes da sociedade civil.
A juíza Tatiana Dias de Oliveira Said, responsável pela 2ª Vara Cível de Coxim, destacou a importância do projeto para mostrar à sociedade a realidade das crianças em situação de risco e incentivar o exercício da cidadania. Segundo a magistrada, “todos nós que trabalhamos no sistema de justiça lidamos com vidas, não apenas processos. A proteção da infância é um dever de toda a sociedade”.
Desde 2016, Coxim não institucionaliza mais crianças em casas abrigo, optando pelo programa Família Acolhedora, que oferece suporte integral até a decisão sobre o retorno ao lar biológico ou encaminhamento à adoção.
O Projeto Padrinho, criado em 2000 pela Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso de Campo Grande, aproxima a sociedade das crianças e adolescentes acolhidos, promovendo vínculos afetivos, apoio material e oportunidades de desenvolvimento. Em Coxim, a iniciativa será conduzida por Fábia Ferreira da Silva e pelo núcleo psicossocial em parceria com o GAAM (Grupo de Apoio à Adoção Manjedoura).
O projeto oferece quatro formas de participação: apadrinhamento afetivo, apadrinhamento material, prestação de serviços profissionais e apadrinhamento cultural. Interessados podem se inscrever pelo telefone (67) 99841-9904 ou pelo Instagram @projetopadrinhocoxim. O Núcleo Psicossocial de Coxim fica na Avenida General Mendes de Moraes, nº 70, bairro Jardim Aeroporto.
O lançamento contou ainda com apresentações culturais, incluindo a peça “Espelho da Vida: As Ameaças que o Futuro Encerra”, do grupo Melhor Idade em Cena, e uma dança de alunos do Centro de Educação Infantil Maria Santana. Estiveram presentes autoridades locais, representantes de instituições e integrantes do sistema de justiça, reforçando o compromisso coletivo com a proteção das crianças.

