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    Roda de Negócios projeta Campo Grande como hub logístico da integração Brasil–Chile

    A Capital sul-mato-grossense reafirmou nesta quarta-feira (3) seu papel estratégico na integração entre Brasil e Chile. Durante a abertura da Roda de Negócios Brasil–Chile 2025, realizada na sede da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), autoridades e empresários destacaram a importância da Rota Bioceânica para impulsionar parcerias comerciais, ampliar cadeias produtivas e fortalecer o desenvolvimento econômico da região.

    O evento é uma continuidade do Fórum Empresarial Brasil–Chile, promovido em Brasília no mês de abril, e busca consolidar Campo Grande como um hub logístico e empresarial no centro do país.

    Prefeita reforça papel da Capital

    Na abertura, a prefeita Adriane Lopes ressaltou que a união entre os governos federal, estadual e municipal é essencial para concretizar a rota, que ligará o Centro-Oeste brasileiro ao Pacífico.

    “A Rota Bioceânica é um desafio gigantesco. Se não trabalharmos juntos, ela não acontece. Campo Grande tem todas as condições de se tornar um hub logístico, promovendo integração e avanços para nossas cidades”, afirmou.

    Adriane destacou ainda medidas já implementadas pelo município, como a desburocratização para abertura de empresas, agilidade na emissão de licenças ambientais e habite-se, além de programas gratuitos de capacitação profissional que já certificaram mais de 10 mil pessoas.

    A Capital também preside o Comitê Gestor de Municípios da Rota Bioceânica, que busca aproximar relações econômicas, culturais, turísticas e acadêmicas no âmbito da governança do projeto.

    Riedel destaca expansão do comércio

    O governador Eduardo Riedel reforçou que a integração com o Chile é estratégica para ampliar os fluxos comerciais. Apenas em 2024, Mato Grosso do Sul exportou US$ 210 milhões ao país vizinho e importou US$ 197 milhões, números que devem crescer com a consolidação da rota.

    “Hoje temos um comércio equilibrado, mas ainda concentrado em poucos produtos. Com a rota, abriremos novas possibilidades e cadeias produtivas. Este é um sonho que vem sendo construído por diferentes gerações e que está cada vez mais próximo da realidade”, declarou.

    Riedel citou ainda a presença de empresas chilenas em projetos de grande porte no Estado, como a Arauco, responsável por um megainvestimento em Inocência, e a Sonda, que estruturou a maior rede de fibra ótica e digitalização de processos em Mato Grosso do Sul.

    Cooperação e desenvolvimento

    A Roda de Negócios Brasil–Chile tem como objetivo criar sinergias entre os setores público e privado, identificar oportunidades de integração produtiva e logística, além de incentivar soluções sustentáveis. A iniciativa é vista como um passo concreto para transformar Campo Grande e o Estado em protagonistas da rota que conectará o Atlântico ao Pacífico.

    Redação

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