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    Prefeito de Ivinhema anuncia cortes de gastos, mas tenta elevar salário para R$ 35 mil na Justiça

    O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB), divulgou nesta quarta-feira (10) um vídeo nas redes sociais anunciando medidas de austeridade. Segundo ele, a cidade enfrenta “a maior crise financeira” de seus cinco anos de gestão, o que o levou a determinar cortes em eventos públicos, diárias e até demissões de servidores.

    A decisão, no entanto, contrasta com a batalha judicial que o tucano trava há meses, Ferro busca na Justiça autorização para aumentar em 75% o próprio salário, de R$ 19,9 mil para R$ 35 mil. O pedido já foi negado três vezes pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

    No vídeo, o prefeito afirmou que vai cancelar todos os eventos bancados pela Prefeitura, além de suspender diárias para prefeito, vice e secretários. Ele também confirmou desligamentos de servidores em diferentes áreas, como saúde, educação e obras.

    “Nós iremos começar a sentir na pele, nós, do primeiro escalão, e isso chegará até a ponta. Qualquer tipo de viagem ou gasto desnecessário estará suspenso até dezembro”, declarou.

    Disputa pelo aumento salarial

    Apesar do discurso de economia, o prefeito continua tentando elevar sua remuneração. Ele chegou a anunciar que abriria mão do salário de R$ 35 mil, mas propôs reduzir para R$ 25 mil, o que ainda representa aumento sobre os atuais R$ 19,9 mil.

    A tentativa de reajuste também afeta outros integrantes da administração. Com a suspensão do aumento, a vice-prefeita Ângela Casarotto (PP) voltou a receber R$ 9,9 mil, ante os R$ 17,4 mil que havia passado a ganhar. Já o procurador-geral, Fernando Pereira, teve vencimento reduzido de R$ 18,2 mil para R$ 10,8 mil, enquanto os secretários permanecem com R$ 10,8 mil.

    Reviravolta no TJMS

    O processo judicial ganhou novos capítulos nas últimas semanas. Após a 4ª Câmara Cível negar por unanimidade o recurso da Prefeitura, o procurador-geral do município recorreu diretamente ao presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan. Ele chegou a suspender a decisão que barrava o aumento, mas voltou atrás e manteve congelado o reajuste.

    Com isso, a polêmica segue sem solução definitiva: de um lado, o prefeito promete austeridade e cortes severos; de outro, insiste em garantir um aumento expressivo para si e para o alto escalão do Executivo municipal.

    Redação

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