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    MP denuncia prefeito preso, vereador e outros 24 por corrupção após Operação Spotless em Terenos

    O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou o prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke (PSDB), e outras 25 pessoas suspeitas de integrar um esquema de corrupção que fraudava licitações no município. A denúncia foi apresentada após a Operação Spotless, deflagrada em setembro de 2025 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). Budke está preso há mais de 20 dias.

    Segundo a investigação, o grupo direcionava licitações de obras públicas, com empresas se revezando nos contratos para garantir vantagens ilícitas. O esquema envolvia pagamento de propina ao prefeito e a outros agentes públicos. Apenas no último ano, as fraudes ultrapassaram R$ 15 milhões, conforme o MP.

    Entre os denunciados estão o vereador e empresário Arnaldo Glagau (PSD), além de empresários, servidores e ex-secretários municipais. A lista inclui: Arnaldo Santiago, Cleberson José Chavoni Silva, Daniel Matias Queiroz, Edneia Rodrigues Vicente, Eduardo Schoier, Fábio André Hoffmeister Ramires (policial militar e empresário), Felipe Braga Martins, Fernando Seiji Alves Kurose, Genilton da Silva Moreira, Hander Luiz Correa Grote Chaves, Isaac Cardoso Bisneto (ex-secretário de Obras), Leandro Cícero de Almeida Brito (engenheiro), Luziano dos Santos Neto, Maicon Bezerra Nonato (servidor público), Marcos do Nascimento Galitzki, Nádia Mendonça Lopes, Orlei Figueiredo Lopes, Rinaldo Córdoba de Oliveira, Rogério Luís Ribeiro, Sandro José Bortoloto, Sansão Inácio Rezende, Stenia Souza da Silva, Tiago Lopes de Oliveira e Valdecir Batista Alves.

    O procurador-geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Júnior, afirmou que foi identificada “uma organização criminosa instalada no Poder Executivo do Município de Terenos, atuando há anos para fraudar licitações e saquear os cofres públicos, um verdadeiro balcão de negócios comandado pelo prefeito municipal”.

    Budke foi denunciado por organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de capitais e frustração do caráter competitivo de licitações. Parte dos demais investigados também foi acusada de integrar organização criminosa, praticar corrupção ativa e passiva e fraudar licitações. O MPMS ainda pede a perda de bens adquiridos de forma ilícita e a declaração de inelegibilidade de alguns denunciados pelo dobro do tempo da eventual pena aplicada.

    A Operação Spotless mobilizou, no dia 9 de setembro, mais de 70 agentes em Terenos, Campo Grande e Santa Fé do Sul (SP). Foram cumpridos 16 mandados de prisão e 59 de busca e apreensão, com apoio da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Choque e do Bope. A investigação se originou de provas obtidas na Operação Velatus, realizada em agosto de 2024.

    O nome “Spotless” faz referência à necessidade de processos de contratação na administração pública ocorrerem sem “manchas” ou irregularidades.

    Redação

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