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    Prefeito de Ivinhema teria usado rede de espionagem clandestina e quase ‘melou’ ação da PF contra narcotráfico

    O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), teria revelado contar com uma rede de espionagem clandestina, formada supostamente por autoridades e agentes públicos, em um episódio que quase comprometeu uma operação da Polícia Federal (PF) contra o narcotráfico. A informação consta em relatório de investigação da PF, ao qual o Jornal Midiamax teve acesso e publicou matéria nesta quarta-feira (1).

    O aparato incluiria policiais civis e militares, servidores públicos e até agentes do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito). O prefeito teria se intrometido na investigação a ponto de abordar policiais federais que circulavam pela cidade em um carro descaracterizado. Logo depois, Juliano Ferro foi às redes sociais e narrou o episódio. O caso só não atrapalhou a operação porque os agentes conseguiram manter suas identidades preservadas.

    O incidente ocorreu no ano passado, antes da deflagração da ação contra o tráfico. Na ocasião, os policiais federais realizavam diligências em Ivinhema, monitorando a casa de um investigado e fotografando a sede da prefeitura.

    De acordo com o relatório a equipe da PF foi interceptada por uma caminhonete branca. O carona desceu e, em tom intimidador, questionou se eram eles os responsáveis por fotografar o prédio público. Após a confirmação, perguntou do que se tratava. Os policiais responderam que a prefeitura é um prédio público, sem impedimento para registros fotográficos.

    Após a abordagem, Juliano Ferro teria publicado um vídeo no Instagram relatando o ocorrido em tom político. No material, disse que “puxou a placa” da viatura descaracterizada e que percorreu as ruas da cidade até localizar o carro, quando então realizou a abordagem.

    Para os investigadores, esse detalhe levanta suspeitas de acesso ilegal a informações sigilosas, já que a consulta da placa só poderia ser feita por servidores com acesso aos sistemas de segurança. “Isso demonstra que o prefeito e seu grupo teriam apoio de policiais ou agentes do Detran”, afirma o relatório, sugerindo que as autoridades de segurança investiguem quais matrículas realizaram a consulta naquele dia.

    Redação

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