Poucas semanas depois do evento do Partido Liberal (PL) na Capital, o ex-deputado federal Giroto (PL) voltou a ficar inelegível. A decisão decorre de condenação em ação de improbidade administrativa ligada à Operação Lama Asfáltica, mesmo após sua absolvição em outro processo da mesma investigação.
A possível candidatura de Giroto pelo PL havia ganhado força após articulação do presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, que chegou a tratar o nome como prioridade em conversas com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).
Apesar do movimento em direção às eleições de 2026, a nova decisão judicial suspende os direitos políticos de Edson Giroto por 10 anos. O processo foi conduzido pela 31ª Promotoria de Justiça e teve sentença assinada pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.
A condenação divulgada pelo jornal Correio do Estado envolve um esquema de fraude na execução das obras da rodovia MS-228, em Corumbá, que resultou em prejuízos milionários aos cofres públicos. O grupo condenado deverá devolver mais de R$ 8,8 milhões, conforme cálculos atualizados com correção monetária e juros.
De acordo com a ação movida pelo promotor Humberto Lapa Ferri, dos 42 km contratados, apenas 27,7 km foram concluídos. Mesmo assim, a empresa responsável recebeu quase R$ 8 milhões, com um desvio estimado em R$ 3 milhões.
A decisão cita interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal, vistorias da Agesul, perícias técnicas e depoimentos de envolvidos, que confirmaram a existência de um esquema de fraude. Entre os ilícitos, estão apontados tráfico de influência, fabricação de medições de serviços e desvio de recursos públicos.
Outros envolvidos também foram condenados, entre eles engenheiros e um ex-chefe de obras da Agesul, que além da perda de cargo e aposentadoria, deverão pagar, em conjunto, R$ 1,16 milhão em indenizações.

