Comissão foi instalada na terça-feira (4), no Senado, após operação contra facções no Rio de Janeiro.
A senadora Tereza Cristina (PP), defendeu que a fronteira sul-mato-grossense esteja no centro das investigações da CPI do Crime Organizado, cuja instalação aconteceu na terça-feira (4), no Senado Federal, em Brasília.
Segundo a parlamentar, o Estado possui uma posição estratégica e requer atenção especial do governo federal.
“Nossa região tem importância estratégica e demanda atenção especial do Estado brasileiro”, destacou Tereza.
A senadora ressaltou que a criação da Comissão representa um passo fundamental no enfrentamento ao crime organizado, que, segundo ela, ultrapassou fronteiras e se tornou uma ameaça nacional.
“O crime organizado deixou de ser um problema localizado, ele se espalha pelo país, cruza fronteiras e corrói a paz das nossas famílias”, afirmou.
Tereza Cristina também reforçou que Mato Grosso do Sul, por ser um estado fronteiriço com países que enfrentam desafios ligados ao tráfico de drogas e armas, deve ser prioridade nas apurações da CPI.
“Certamente, o nosso Estado deve estar no radar da Comissão”, completou.
O colegiado foi instalado dias após a grande operação policial no Rio de Janeiro, que resultou em confrontos e reacendeu o debate sobre o fortalecimento das facções criminosas no país.
A bancada sul-mato-grossense no Senado, composta por Tereza Cristina (PP), Soraya Thronicke (Podemos) e Nelsinho Trad (PSD), já manifestou apoio à criação e aos trabalhos da CPI, que terá como foco principal o mapeamento das estruturas e ramificações do crime organizado no Brasil.

