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    Em Ponta Porã, Luana Ruiz defende estabilidade fundiária e critica decisões que ameaçam o agro

    O encerramento da Ponta Agrotec 2025, na noite desta sexta-feira (7), foi marcado por um dos debates mais esperados da feira. A advogada e chefe da Assessoria de Assuntos Fundiários da Casa Civil de Mato Grosso do Sul, Luana Ruiz, conduziu o painel “Agro em pauta: marco temporal, ratificação e Lei do Pantanal”, ao lado da senadora Tereza Cristina e do presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, no palco principal do Majestic Hall.

    Público presente na Ponta Agrotec 2025 | Imagem: Reprodução

    O evento reuniu produtores rurais, representantes de entidades e autoridades políticas em uma discussão que abordou os principais desafios jurídicos e econômicos que o agronegócio brasileiro enfrenta. As falas destacaram a preocupação do setor com o que consideram uma crescente relativização da propriedade privada, provocada por decisões judiciais e políticas federais que, segundo especialistas, comprometem a segurança jurídica e afastam novos investimentos.

    Luana Ruiz, a senadora Tereza Cristina (PP) e Marcelo Bertoni, presidente da FAMASUL participaram dos painéis de discussão no último dia da PontaAgrotec | Imagem: Reprodução

    Durante sua fala, Luana Ruiz destacou que o agronegócio vive um momento decisivo. “Em face do Poder Judiciário e do Poder Executivo Federal, nós temos iniciativas que relativizam a propriedade privada e impactam a estabilidade do agronegócio. A oposição no Congresso vem apagando incêndios e buscando avanços legislativos para proteger o setor que carrega o Brasil nas costas, responsável pela estabilidade da balança comercial brasileira”, afirmou.

    Luana também alertou para o impacto das decisões recentes que envolvem confisco de terras em casos de incêndio, ações do MST, ratificação de títulos em faixa de fronteira e demarcações de terras indígenas. “O impacto na propriedade privada inexoravelmente afeta o agronegócio. Quando há risco de relativização da propriedade, o setor perde previsibilidade, e sem previsibilidade não há investimento”, reforçou.

    Luana Ruiz (à esquerda) na Ponta Agrotec 2025 | Foto: Reprodução

    Além das pautas fundiárias, o painel também abordou os desafios econômicos do campo, como o aumento dos juros e as dificuldades de acesso ao crédito rural. A revisão do Plano Safra foi apontada como urgente para garantir liquidez e competitividade aos produtores. “Sem linhas de financiamento equilibradas e sem um Plano Safra que reflita a realidade atual, o setor perde eficiência e capacidade de expansão. Isso afeta toda a cadeia produtiva e, consequentemente, a economia nacional”, destacou Luana.

    Encerrando o evento, os debatedores reforçaram que o futuro do agronegócio depende da estabilidade institucional e da coerência nas políticas públicas. A senadora Tereza Cristina ressaltou o papel do diálogo e da articulação entre o Congresso e o setor produtivo, enquanto Marcelo Bertoni enfatizou a importância de fortalecer a representatividade ruralista diante dos novos desafios regulatórios.

    Com o auditório lotado, o painel liderado por Luana Ruiz consolidou-se como um dos momentos mais relevantes da Ponta Agrotec 2025, reforçando o protagonismo de Mato Grosso do Sul na defesa da segurança jurídica e na discussão sobre o futuro do campo.

    Roger Usai

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