Fenômeno extratropical avança pelo litoral paulista e ainda causa reflexos no clima sul-mato-grossense.
O ciclone extratropical que provocou destruição em estados do Sul do Brasil não deve atingir diretamente Mato Grosso do Sul, segundo Inmet. O fenômeno, que se formou entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, seguiu neste sábado (8) em direção ao litoral de São Paulo, perdendo força conforme avança sobre o oceano.
Apesar disso, os efeitos indiretos do sistema já foram sentidos no sul de Mato Grosso do Sul, onde tempestades foram registradas na madrugada. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a frente fria associada ao ciclone continua avançando e deve levar instabilidades para o norte do Estado ao longo do dia.
Formação e trajetória
O ciclone extratropical se originou na região Sul, a partir da combinação de áreas de baixa pressão e massas de ar frio. Imagens de satélite divulgadas pelo Inmet mostram o deslocamento do sistema em direção ao oceano, com nuvens carregadas se estendendo sobre parte do Sudeste. No Centro-Oeste, a instabilidade se concentra no extremo norte de Mato Grosso do Sul e nas áreas limítrofes dos estados de Goiás e Mato Grosso.
Monitoramento constante
A Defesa Civil Estadual informou, em nota, que monitora em tempo real as atualizações dos institutos meteorológicos nacionais sobre a atuação do ciclone. O órgão mantém atenção redobrada para possíveis mudanças nas condições climáticas em Campo Grande e outras regiões do Estado.
Segundo especialistas, embora o ciclone não atue diretamente sobre Mato Grosso do Sul, a combinação entre frente fria e umidade ainda pode provocar pancadas de chuva, rajadas de vento e queda de temperatura em algumas áreas nas próximas horas.

