Estado está sob dois alertas de tempestade; Defesa Civil orienta população a redobrar cuidados
Menos de 24 horas após o temporal que causou alagamentos e quedas de árvores em diversas regiões de Mato Grosso do Sul, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu novos alertas de tempestade para o Estado. A previsão indica chuva forte, ventania e até queda de granizo em grande parte do território sul-mato-grossense.
Na noite de quarta-feira (12), Campo Grande registrou 93 milímetros de chuva, segundo o Inmet. Agora, o Estado está sob dois níveis de alerta: laranja e amarelo, ambos válidos até às 23h59 desta sexta-feira (14).
O alerta laranja, que representa perigo, abrange 66 municípios e prevê chuvas entre 30 e 60 mm por hora ou 50 a 100 mm por dia, além de ventos intensos de 60 a 100 km/h e risco de granizo.
Já o alerta amarelo, de perigo potencial, atinge 20 cidades e indica precipitações de 20 a 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos variando entre 40 e 60 km/h.
De acordo com o Inmet, ambos os alertas indicam risco de cortes de energia elétrica, estragos em plantações, quedas de árvores, descargas elétricas e alagamentos.
A Defesa Civil recomenda que a população não se abrigue debaixo de árvores durante tempestades, devido ao risco de descargas elétricas, e evite estacionar veículos próximos a torres de transmissão, placas de propaganda ou árvores.
Também é indicado não utilizar aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as descargas elétricas.
A Cedesc (Coordenadoria Estadual de Defesa Civil) reforça que envia alertas via SMS para números cadastrados no 40199, com informações sobre riscos de temporais, cortes de energia e outros danos.
Em caso de emergência, os seguintes canais estão disponíveis:
• Serviços públicos: 156
• Corpo de Bombeiros (rede elétrica e resgates): 193
• Defesa Civil: 199
As equipes da Defesa Civil permanecem de plantão 24 horas para monitorar a situação e prestar atendimento à população.
Este é o terceiro temporal registrado em Campo Grande em menos de 15 dias. As fortes chuvas do início de novembro já haviam causado alagamentos, quedas de árvores e arrastamento de veículos em várias regiões da cidade, refletindo o aumento na frequência e intensidade das tempestades neste período de transição climática.

