O agronegócio de Mato Grosso do Sul conclui 2025 com resultados expressivos em sanidade, regulação e articulação política. Ao longo do ano, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) contabilizou 331 reuniões e presença ativa em 271 espaços de representação, como conselhos, comissões e fóruns estratégicos, fortalecendo sua atuação na defesa dos produtores e na construção de políticas públicas para o setor.
Mesmo diante de adversidades climáticas, pressões tributárias e oscilações de mercado, o estado avançou em áreas consideradas essenciais para a competitividade do agro. Segundo a avaliação técnica da Famasul, o período foi marcado por atualizações legais, ampliação de programas e consolidação de ações sanitárias que garantiram mais segurança e previsibilidade às cadeias produtivas.
Entre as frentes de maior destaque esteve a participação da Famasul na Comissão Nacional de Equideocultura da CNA, que aproximou Mato Grosso do Sul de debates nacionais e permitiu que soluções desenvolvidas no estado, como a Resenha Virtual de Equinos e o App do Transportador, fossem reconhecidas como referência para futuras políticas do setor.
A agricultura familiar teve presença constante nas pautas institucionais, com a Federação atuando nas Conferências Territoriais por meio do CEDRAF/MS. Na área fiscal, a entidade também teve papel relevante nas discussões sobre o ITR 2025, contribuindo para conter reajustes em diversos municípios e minimizar impactos financeiros aos produtores rurais.
Na bovinocultura de leite, a atuação ocorreu em duas frentes. Nacionalmente, a Famasul colaborou para a retomada de estudos de defesa antidumping, em resposta ao crescimento das importações. No âmbito estadual, participou da construção do PROLEITE, programa lançado durante a Expogrande 2025, voltado ao incentivo à produção, à adoção de tecnologias reprodutivas e ao apoio financeiro em períodos críticos, como a seca.
A sanidade animal foi um dos marcos do ano, com a consolidação do status de área livre de febre aftosa sem vacinação. A conquista, resultado de anos de trabalho técnico, contou com participação ativa da Famasul no Comitê Estadual do PNEFA, orientando produtores e fortalecendo ações de vigilância e monitoramento.
Outras pautas estratégicas avançaram, como o debate sobre a rastreabilidade individual de bovinos, com defesa de prazos viáveis para implantação, e o enfrentamento aos impactos da fauna invasora. No III Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, a entidade assumiu a vice-coordenação da câmara técnica que analisa os conflitos entre atividades produtivas e a presença de javalis e javaporcos.
No campo regulatório, a Famasul contribuiu para o aprimoramento da Lei do Bioinsumos, garantindo mais segurança jurídica ao produtor. Já na piscicultura, uma demanda histórica do setor foi atendida com mudanças na tributação estadual, reduzindo o ICMS e ampliando a competitividade da cadeia.
As cadeias de aves e suínos também registraram avanços importantes, com a retomada do Foniagro e melhorias nas relações contratuais entre produtores integrados e a indústria, resultado de articulações técnicas conduzidas em âmbito nacional e estadual. Além disso, incentivos fiscais para culturas alternativas, como pulses, estimularam a diversificação produtiva e o beneficiamento local.
Com esse conjunto de ações, 2025 é avaliado como um ano de consolidação para o agronegócio sul-mato-grossense. A expectativa para 2026 é de continuidade dos avanços, com fortalecimento das políticas públicas, investimentos em sanidade e qualificação profissional, mantendo o produtor no centro das estratégias de desenvolvimento do campo.

