A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou que o Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF) já resultou em uma economia de R$ 160 milhões aos cofres públicos do município. A declaração foi feita na quinta-feira (8), durante a cerimônia de posse dos novos secretários de Governo, Fazenda e Saúde.
Segundo a chefe do Executivo municipal, os recursos economizados serão destinados principalmente a obras de infraestrutura, como pavimentação asfáltica e drenagem em bairros da Capital. A prefeita comentou ainda os danos provocados pelas fortes chuvas registradas nesta semana, que causaram quedas de árvores, alagamentos e danos ao asfalto, incluindo o desprendimento de placas na Avenida Rachid Neder.
“As equipes de tapa-buraco estão avançando nas sete regiões, mas o mais importante é saber que temos recursos para investir. Só agora, neste início de ano, são R$ 160 milhões liberados graças ao trabalho do plano de equilíbrio fiscal, que poderão ser aplicados em novos bairros com drenagem, asfalto e melhorias na qualidade de vida da população”, afirmou Adriane Lopes.
Para alcançar o equilíbrio das contas, a Prefeitura de Campo Grande adotou uma série de medidas de contenção de gastos, como redução de salários, veto ao pagamento de horas extras e a implantação de expediente reduzido de seis horas diárias. A administração municipal também promoveu cortes em despesas de custeio, como consumo de água e energia elétrica.
Em 9 de dezembro, a prefeita formalizou a adesão ao Plano de Equilíbrio Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional, que possibilita investimentos estimados em R$ 544 milhões em obras de infraestrutura e drenagem em 33 bairros da Capital.
Déficit na taxa do lixo
Durante o evento, o novo secretário municipal de Fazenda, Isaac José Araújo, destacou os desafios para reduzir despesas e ampliar a arrecadação, a fim de manter o equilíbrio financeiro do município.
Segundo ele, apesar do curto período de atuação, alguns objetivos já foram alcançados, embora os números finais ainda dependam do fechamento do balanço do exercício. “Estamos encerrando o exercício e, em breve, teremos valores mais precisos, mas já conseguimos atingir algumas metas”, afirmou.
Isaac Araújo também comentou o déficit relacionado à taxa do lixo, cujo reajuste tem gerado reclamações por parte da população. De acordo com o secretário, a Prefeitura desembolsa cerca de R$ 130 milhões por ano com o serviço, enquanto a arrecadação gira em torno de R$ 50 milhões.
Mesmo com a redução do desconto para pagamento à vista do IPTU, que passou de 20% para 10% como forma de reforçar o caixa municipal, a arrecadação ainda deve ficar abaixo do necessário. “Nós equalizamos os valores com a equipe técnica de auditores e vamos reduzir esse déficit. Ele ainda existe em razão de isenções concedidas a aposentados, associações e igrejas, entre outras situações, mas a tendência é que diminua de forma significativa”, explicou.

