A crise interna no Partido Liberal (PL) estadual parece ter chegado aos municípios, em Caarapó ganhou contornos judiciais após a prefeita Maria Lurdes Portugal ingressar com uma queixa-crime contra o vereador Celso Aparecido Capovilla, ambos filiados à mesma legenda. A ação acusa o parlamentar de calúnia, difamação e injúria, em razão de declarações publicadas nas redes sociais.
De acordo com a prefeita, ela foi alvo de ataques infundados e inverídicos divulgados pelo vereador em seu perfil no Instagram. Além da responsabilização criminal, Maria Lurdes pede que a Justiça fixe indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais, alegando prejuízos à sua imagem diante da repercussão das postagens.
Em um dos vídeos, Capovilla afirma ter solicitado informações sobre contratos firmados pela prefeitura, citando uma ata no valor de R$ 5,7 milhões e alegando que um dos sócios estaria impedido de contratar com o poder público por enriquecimento ilícito. O vereador também questiona a contratação de um escritório de advocacia externo, apesar de o município contar, segundo ele, com mais de seis advogados em seu quadro.
Na mesma publicação, o parlamentar afirmou que estaria sendo alvo de ataques pessoais como forma de retaliação. Aí a turma da prefeita está pedindo para todos os sites postarem questões da minha vida pessoal, de pensão, coisa que nem existe, para me prejudicar. Então, vocês se preparem aí, vai sair uma matéria falando de mim, com questões de pensão, qualquer coisa, ainda bem que só tem isso para falar de mim”, declarou.
Em outra postagem, considerada ofensiva pela prefeita, Capovilla afirmou que o marido de Maria Lurdes teria pedido a demissão da esposa do vereador da empresa onde trabalhava. Ele também fez duras críticas à administração municipal, classificando a gestão como “uma anarquia” e afirmando que pessoas próximas à prefeita exercem influência excessiva na prefeitura.
Na queixa-crime, Maria Lurdes sustenta que o vereador apagou os stories posteriormente, numa tentativa de ocultar as provas, mas que o dano já estaria consumado. Segundo a ação, as publicações já haviam sido vistas e compartilhadas, gerando mensagens ofensivas e cobranças direcionadas à prefeita.
A prefeita afirma que as postagens atingiram sua dignidade pessoal e macularam sua honra objetiva perante a sociedade, além de sua honra subjetiva. Ela ressalta ainda que as supostas ofensas foram praticadas por meio de rede social de grande alcance, o que teria ampliado os danos.

