Com o apoio dos três senadores sul-mato-grossense o Senado Federal alcançou, nesta segunda-feira (19), o número mínimo de assinaturas necessárias para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar crimes e fraudes atribuídos aos operadores do extinto Banco Master. O requerimento, de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE), reuniu 42 assinaturas, 25 a mais do que o exigido pela Constituição, que prevê o apoio de ao menos um terço dos senadores.
Entre os parlamentares que subscreveram a proposta estão os três representantes de Mato Grosso do Sul no Senado: Nelsinho Trad (PSD), Tereza Cristina (PP) e Soraya Thronicke (Podemos).
Com o número de assinaturas atingido, a iniciativa amplia a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que já tem sob análise outra proposta de investigação, desta vez para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que envolve deputados e senadores. A abertura de uma CPMI, no entanto, depende da leitura do requerimento durante sessão do Congresso Nacional, sob a condução do próprio Alcolumbre.
No caso da CPI exclusivamente do Senado, o requerimento apresentado por Girão pode ser lido já na primeira sessão deliberativa do ano legislativo, prevista para 1º de fevereiro. A partir da leitura, cabe à presidência da Casa designar o presidente do colegiado e dar início aos trabalhos de investigação.
As denúncias envolvendo o Banco Master, somadas a decisões controversas tomadas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao caso, intensificaram as cobranças internas para a instalação de uma comissão de inquérito. Durante o recesso parlamentar, Alcolumbre tem mantido silêncio sobre o tema, estratégia que vem sendo criticada por parte dos senadores.
Além da CPI no Senado, outras iniciativas avançam no Congresso. Na Câmara dos Deputados, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) já reuniu mais de 197 assinaturas para a criação de uma CPMI — 26 acima do mínimo exigido. Há ainda propostas em fase de coleta de apoios lideradas pelas deputadas federais Heloísa Helena (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), além de um requerimento apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para a criação de uma comissão de investigação na Câmara.
Senadores que assinaram a CPI do Banco Master no Senado
Alessandro Vieira (MDB-SE);
Espiridião Amin (PP-SC);
Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);
Márcio Bittar (PL-AC);
Cleitinho (Republicanos-MG);
Damares Alves (Republicanos-DF);
Flávio Arns (PSB-PR);
Eduardo Girão (Novo-CE);
Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
Rogério Marinho (PL-RN);
Zequinha Marinho (Podemos-PA);
Jayme Campos (União Brasil-MT);
Lucas Barreto (PSD-AP);
Marcos do Val (Podemos-ES);
Luis Carlos Heinze (PP-RS);
Izalci Lucas (PL-DF);
Jaime Bagattoli (PL-RO);
Jorge Kajuru (PSB-GO);
Leila do Vôlei (PDT-DF);
Magno Malta (PL-ES);
Marcos Rogério (PT-RO);
Hamilton Mourão (Republicanos-RS);
Oriovisto Guimarães (PSDB-PR);
Paulo Paim (PT-RS);
Plínio Valério (PSDB-AM);
Carlos Portinho (PL-RJ);
Jorge Seif (PL-SC);
Styvenson Valentim (PSDB-RN);
Wellington Fagundes (PL-MT);
Alan Rick (Republicanos-AC);
Soraya Thronicke (Podemos-MS);
Carlos Viana (Podemos-MG);
Dr. Hiran (PP-RR);
Confúcio Moura (MDB-RO);
Tereza Cristina (PP-MS);
Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
Eduardo Braga (MDB-AM);
Omar Aziz (PSD-AM);
Nelsinho Trad (PSD-MS);
Mara Gabrilli (PSD-SP);
Eduardo Gomes (PL-TO);
Mecias de Jesus (Republicanos-RR).

