O deputado federal Junio Amaral (PL-MG) participou neste domingo da Marcha pela Liberdade, realizada na Praça do Cruzeiro, em Brasília, mobilização convocada e liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Em entrevista ao Fato67, o parlamentar mineiro detalhou sua participação na caminhada, avaliou o simbolismo do ato e comentou as possíveis consequências políticas do movimento.

Junio Amaral explicou que esteve presente na marcha, a partir do segundo dia, após o meio-dia, quando a caminhada já havia avançado cerca de 45 a 50 quilômetros, totalizando quase 200 quilômetros percorridos até a chegada em Brasília. Para o deputado, o esforço físico dos participantes reforça o significado do ato.
Durante a entrevista, o Fato67 questionou o forte impacto visual da mobilização e o fato de a direita voltar a ocupar as ruas em grande escala após um longo período, cenário que apoiadores do movimento associam a um ambiente de intimidação e autoritarismo judicial no país. Ao responder, Junio Amaral avaliou que a marcha reuniu fatores decisivos para ganhar força nacional.
De acordo com o parlamentar, houve uma combinação entre o momento político, o local e a liderança do movimento. Ele destacou a projeção nacional e a credibilidade de Nikolas Ferreira, além do que classificou como uma demanda reprimida de manifestantes conservadores que aguardavam uma oportunidade para se posicionar publicamente. Amaral afirmou que o ato foi simbólico justamente por envolver sacrifício físico, união e participação de pessoas que estiveram desde o início da caminhada, assim como de outras que se juntaram apenas na chegada, mesmo sob chuva intensa. Para ele, a mensagem central da marcha é clara: a direita não desistiu do Brasil.
Questionado sobre os efeitos práticos da mobilização no Congresso Nacional, especialmente em relação à possibilidade de derrubada do veto presidencial à dosimetria das penas, Junio Amaral demonstrou otimismo. Segundo ele, o fato de 2026 ser um ano eleitoral aumenta o peso da pressão popular sobre parlamentares. O deputado avaliou que, embora muitos políticos ignorem as demandas da população em períodos normais, o calendário eleitoral tende a influenciar diretamente as decisões e os votos no Congresso. Para Amaral, o cenário abre espaço para conquistas significativas ao longo do ano.
A Marcha pela Liberdade reuniu parlamentares, lideranças conservadoras e apoiadores de diferentes estados, consolidando-se como um dos principais atos políticos da direita neste início de ano em Brasília.

