A movimentação para as eleições de 2026 já começou a ganhar intensidade nos bastidores da política nacional. Entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, a formação de chapas ao Senado Federal tem sido tratada como prioridade estratégica, com articulações em curso em diferentes estados.
A organização segue uma divisão de tarefas dentro do grupo político. Bolsonaro participa diretamente da indicação e do estímulo a nomes para o Senado, enquanto as negociações relacionadas aos governos estaduais são conduzidas pelo presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. O objetivo é estruturar, com antecedência, as bases regionais e consolidar alianças antes do início oficial do calendário eleitoral.
No Mato Grosso do Sul, esse movimento já vinha sendo observado desde 2024. Em agendas públicas e declarações à imprensa, Bolsonaro mencionou a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, como um dos nomes alinhados ao seu campo político para disputar o Senado pelo estado.
De acordo com interlocutores ligados ao grupo, o entendimento sobre a possível pré-candidatura foi amadurecido ao longo do último ano, dentro de uma estratégia nacional voltada ao fortalecimento da representação no Senado. Desde então, o nome de Gianni passou a circular internamente como uma das alternativas consideradas competitivas em Mato Grosso do Sul.
O cenário local acompanha um padrão observado em outras unidades da federação, onde o ex-presidente tem se posicionado publicamente em favor de nomes identificados com sua base política. Até o momento, as articulações permanecem em fase preliminar, dependendo das definições partidárias e das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral para a formalização das candidaturas.

